Os analfabetos do futuro
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Os analfabetos do futuro

Newton Campos

24 Julho 2015 | 00h13

Depois de meses sem escrever neste blog, volto a ativa inspirado pela experiência que estou vivendo neste exato momento num projeto ousado de colaboração entre a FGV, o ITA e a Embraer. Estou coordenando um curso de “Criação de Negócios Tecnológicos” para alunos de final de curso da FGV e do ITA com aulas em ambas escolas e participação relevante da Embraer, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, quem apresentou desafios relevantes e globais que estão vivendo para serem trabalhados pelos alunos ao longo do curso.

Embraer

As últimas notícias informam que os Estados Unidos estão investindo cada vez na promoção da educação nas áreas chamadas STEM (Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática). Não poderia deixar de relacionar estas notícias com a magia que estamos vivendo aqui em São José dos Campos e em breve em São Paulo.

Estando cada vez mais presente em todos os setores, parece óbvio que as tecnologias devem estar mais presentes também na educação. O Reino Unido modificou recentemente sua estrutura curricular para começar a incluir Ciência da Computação no mesmo nível de exigência de Biologia, Física e Química. A Finlândia, como muitos sabemos, está se movendo em direção a esquemas educacionais baseados em assuntos, com uma abordagem multidisciplinar e com foco no uso da tecnologia para a aprendizagem. É essencial reforçar estas partes do currículo educacional desde as primeiras fases da educação. Isso é urgente. Isso é estratégico. “Brasil, pátria educadora” ainda é apenas um slogan utópico, quase de mal gosto.

Embora sentindo-me feliz pelo fato de conseguirmos, com bastante esforço, replicar iniciativas inovadoras como estas em escolas como a FGV e o ITA, me sinto frustrado por perceber que isso está muito longe de chegar não apenas aos brasileiros com menos recursos mas até mesmo aos brasileiros um pouco mais privilegiados, que ainda devem se contentar com a mediocridade do nosso sistema educativo em geral. Isso porque segundo meu colega Professor Enrique Dans, espanhol expert em tecnologia e educação, “os alunos que forem deixados para atrás no quesito tecnologia, serão os analfabetos do futuro”.

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