Oculus: longe e perto ao mesmo tempo
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Oculus: longe e perto ao mesmo tempo

Newton Campos

30 Março 2014 | 17h39

Muitos ainda se questionam sobre as verdadeiras razões que levaram a Facebook a adquirir a Oculus VR (VR é a sigla para Realidade Virtual em inglês) por 2 bilhões de dólares semana passada nos Estados Unidos. Não sou analista de mercado mas noto que a Facebook tem seguido uma linha de diversificação de negócios já há algum tempo, adquirindo empresas que não necessariamente tem a ver com seu negócio principal, mas sim com inovações tecnológicas com alto potencial de adoção em escala.

Oculus Rift – Novos aparelhos de Realidade Virtual

O professor Enrique Dans, meu colega na universidade onde leciono na Espanha e especializado nas relações entre tecnologia e negócios, fez uma análise muito boa sobre esta aquisição em seu blog (clique aqui para ler em outra janela, em espanhol), com destaque para um trecho do texto emitido pela própria Facebook justificando a compra da Oculus VR.

O que chamou minha atenção neste trecho foi o potencial de uso do aparelho de Realidade Virtual da empresa para a educação, pois ele teria potencial de melhorar não apenas a experiência de aprendizagem fornecida pelos jogos e simuladores educativos que começam a ser produzidos em maior escala neste momento, mas também pela imersão virtual interativa em salas de aula e palestras à distância.

Atualmente, quando dou aulas por videoconferência, sinto que o aluno fica tentado a acompanhar outras janelas em sua tela (ecrã*) ou celular (telemóvel*). Óculos como estes poderiam ajudar muito na simulação de um ambiente comum para este tipo de interação a distância, pois ao colocá-los nós seríamos praticamente “tele-transportados” para o local onde a interação estaria ocorrendo (um congresso, uma sala de aula, uma reunião de trabalho, etc). Veja exemplos de seu efeito com jogos, neste video da Business Insider (em inglês):

Há alguns meses, aqui neste espaço, eu falava da frustração que tem sido trabalhar com a tecnologia 3D para o encurtamento destas distâncias. Com aparelhos como o Oculus Rift ou o similar Morpheus da Sony talvez finalmente consigamos entregar a experiência necessária para alunos e professores numa confortável e intuitiva interação a distância. Cada vez que algo assim vem à tona, fico ansioso para ver como será uma sala de aula virtual em 2025. Tenho a impressão de que ela será mais prática e agradável do que uma sala de aula real.

*palavras equivalentes, em português de Portugal, onde o blog possui muitos leitores.

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