O velho 3D e a nova Telepresença Robótica.
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O velho 3D e a nova Telepresença Robótica.

Newton Campos

30 Novembro 2013 | 18h22

Há alguns anos, ainda na Europa, pesquisei os possíveis uso da tecnologia 3D para a educação a distância. Queria descobrir qual era a real viabilidade de inovar através do uso desta tecnologia.

Estudante doente, em sala de aula via telepresença robótica.

Descobri que o futuro desta tecnologia parece promissor há décadas, mas nunca se afirmou pela constante presença de empecilhos importantes, entre os quais destaco a falta de um padrão técnico e a falta de um padrão conceitual para a tecnologia.

Pelo lado técnico, ainda não existe um padrão que tenha convencido ou pudesse ser adotado pela a indústria mundial de equipamentos. Televisores, telas/ecrãs de computadores ou cinema, projetores, câmeras fotográficas… cada empresa utiliza um padrão, na esperança de que esse seja o predominante. Isso acontece porque os diferentes padrões resultam em diferentes experiências para o usuário (mais ou menos conforto, maior ou menor definição, etc).

Pelo lado conceitual, ainda falta definir exatamente o que significa ver algo em 3D. Parece óbvio, não? Mas atualmente vemos dezenas de efeitos de profundidade e sombras em vídeos e imagens 2D que são autodenominados efeitos 3D. Vemos vídeos e imagens renderizadas (tais como aquelas realizadas por arquitetos) que também são chamados de 3D, seja com finalidade puramente mercadológica, seja com finalidade de diferenciação frente ao 2D tradicional.

Para mim, o grande potencial da melhora da tecnologia 3D é o de aproximar a experiência de aprendizagem à experiência presencial. Mas por algum motivo ainda pouco explicado, o grande público não dá muito valor à experiência proporcionada pelo 3D.

Por exemplo, numa aula de história, ver uma imagem 2D em baixa definição de Machu Picchu supre a curiosidade dos estudantes com quase o mesmo grau de satisfação que uma imagem em 3D. Gosto de usar o exemplo de Marte: hoje temos fotos absolutamente fantásticas, em alta definição e em 3D, tiradas em pleno solo marciano, mas nos contentamos em vê-las num formato tradicional.

Por isso não surpreende ver que seja a própria videoconferência básica, proporcionada por softwares como o Skype, que têm animado os especialistas da educação a distância nos Estados Unidos. Quando combinada com outras tecnologias como a robótica, nos mostra que ainda há muito por vir, como a chamada Telepresença Robótica, que permite que uma pessoa, desde sua casa, explore (“caminhe”), veja e escute o que acontece em outro ambiente.

Explorada por empresas como a VGo, a tecnologia é mostrada aqui em um comercial da empresa de telefonia Verizon, para ilustrar as possibilidades das telecomunicações (vídeo em inglês):

Observação: Continuo testando a tecnologia 3D por conta própria e por hobby, munido de uma câmera de bolso Fujifilm Finepix Real 3D, com visor em 3D real sem necessidade de óculos (algo realmente incrível), uma web cam 3D Minoru e um monitor 3D HP 2311gt Led Backlit.

Já há alguns anos, o Youtube possui uma série de conversores que permitem que uma determinada tecnologia 3D seja automaticamente convertida a outra, conforme o equipamento do usuário.


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