Não falta excelência na educação, o que falta é equidade.
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Não falta excelência na educação, o que falta é equidade.

Newton Campos

18 Dezembro 2016 | 02h47

Mesmo aqui no Brasil. Isso é o que nos conta Karen Cator, presidente da Digital Promise, centro norte-americano de referência na promoção do uso de tecnologias para a educação. O CIEB – Centro de Inovação para a Educação Brasileira, organização similar fundada no Brasil em 2016, promoveu um encontro esta semana em São Paulo para debater este assunto, tão crítico para o Brasil.

Segundo Karen, na maioria dos países em desenvolvimento não faltam referências de excelência tanto em processos educativos inovadores como no uso de tecnologias para o apoio à educação. O grande desafio, até mesmo nos Estados Unidos, que vive uma realidade tão diferente da brasileira, é replicar estas práticas de qualidade pelo país e pelos diferentes âmbitos educativos.

Karen Cator da Digital Promise (Foto: Newton M. Campos - 14/Dez/2016).

Karen Cator da Digital Promise (Foto: Newton M. Campos – 14/Dez/2016).

Neste sentido, três grandes desafios têm sido identificados pela Digital Promise com relação ao uso das tecnologias para a melhora da educação ao redor do mundo:

1) O desafio do acesso: É muito importante que a infra-estrutura de internet de banda larga tenha prioridade nos ambientes educativos. Sem isso, professores e alunos perdem a oportunidade de experimentar e construir experiências educativas de qualidade.

2) O desafio da participação: É necessário combater o “analfabetismo” digital, promovendo a inclusão digital através do aprendizado de linguagens de programação e demais ferramentas associadas à vida digital, estimulando movimentos como o moviment “maker” (faça você mesmo).

3) O desafio do aprendizado permanente: Os participantes do processo de ensino e aprendizagem devem se tornar aptos a “aprender a aprender”. Assim, poderão aprender o que quiserem, quando houver necessidade ou vontade, ao longo de toda suas vidas.

Idealmente, estes desafios devem se alinhar aos desafios da vida humana na Terra, tanto na atualidade como no futuro próximo. Representados pelos objetivos globais da ONU para o desenvolvimento sustentável da humanidade, estes desafios preconizariam que a educação seria orientada de maneira prática a uma vida mais harmônica entre os seres humanos e as demais espécies que compartilham este planeta.

O ciclo, assim, se torna quase transcendente: “Aprenda a fazer e faça para aprender”.

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