GABRIELA BILO
GABRIELA BILO

Viagens de intercâmbio são incentivadas por escolas

Nas viagens aos exterior, quando o idioma é imprescindível, crianças e adolescentes podem praticar o que estudaram

Luciana Alvarez, Especial para o Estado

29 Outubro 2017 | 03h00

Para dominar o inglês, é preciso ter anos de dedicação. Mas é nas viagens aos exterior, quando o idioma é imprescindível, que crianças e adolescentes podem praticar o que estudaram. Há quatro anos, Milena Yamaguishi, mãe de Danilo e Murilo, de 11 e 8 anos, matriculou os filhos nas aulas de imersão do Colégio Pentágono, na zona oeste de São Paulo, duas vezes por semana, no contraturno. Eles adoram e estão aprendendo muito. A constatação veio na viagem de férias para o exterior. “A gente deixou que se virassem. Se tinha algo que queriam, falávamos para irem perguntar, se informar”, conta.

Quando as crianças ficam mais velhas, muitas escolas passam a fazer viagens de imersão. Em geral, a partir do 7.º ou 8.º ano, quando os alunos já têm certa autonomia. Bruno Higuti, de 14 anos, foi para um Summer Camp (acampamento de férias) no Canadá, numa excursão pelo Colégio Marista Arquidiocesano, na zona sul da capital. Foram duas semanas de inglês e oficinas, depois uma de passeios. “Foi bom ter o contato com uma rotina de escola e conhecer os pontos turísticos.” Mais do que tudo, ele percebeu o quanto já domina do inglês. “Saí sozinho, fui fazer compras e me virei.”

O perigo das viagens escolares, quando vários amigos vão, é que acabem tão ligados uns com os outros e se fechem à oportunidade de conhecer pessoas. “No comecinho, fiquei só com as pessoas que eu já conhecia. Mas logo percebi que era importante conhecer gente, me enturmar com outros alunos do camping”, diz Bruno.

Mergulhar no idioma e conhecer pessoas estão ao lado de outros objetivos pedagógicos. Empreendedorismo, geografia, história, tecnologia, diferenças culturais: tudo isso foi abordado na última ida do Pentágono aos Estados Unidos. Em três semanas, viajaram por São Francisco, Los Angeles e Havaí. “Fomos a Pearl Harbor e pudemos entender aspectos da Segunda Guerra”, diz Fernando Marassi, coordenador de Inglês da escola.

As famílias, assim como os jovens, costumam valorizar essas oportunidades. Para julho de 2018, haverá uma opção para Inglaterra e Escócia, outra para Barcelona, para treinar o espanhol. “Já recebi uma chuva de emails e telefonema dos pais, todos com muito interesse, querendo que os filhos façam as duas viagens, o que não será possível, porque serão as duas em julho”, conta Marassi. 

No colégio bilíngue Humboldt, na zona sul de São Paulo, que faz viagens dos alunos há cerca de 30 anos, tem uma vivência diferente no exterior anualmente. No 8.º ano, eles ficam em alojamentos de uma escola na Alemanha. No 9.º, vão para casas de família, para terem uma experiência mais próxima a de um alemão. Quando ficam mais velhos, participam de cursos em laboratórios inovadores no mundo e fazem até estágios em empresas de áreas em que se interessem.

“Temos contratos de cooperação com universidades e empresas. Ficam na casa de famílias e podem estagiar em jornal, hospital, companhia de tecnologia”, cita Ilse Sparovek, relações internacionais da escola. “Mesmo sendo só duas semanas, voltam diferentes, mais responsáveis. E também animados com o alemão. A viagem abre os horizontes.”

Notícias relacionadas

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.