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Veja preparo de estudantes para vestibular de Medicina, Engenharia e Arquitetura

Carlos Lordelo e Manuel Cunha Pinto - Estadão.edu

26 Julho 2010 | 14h 22

Cursos como linguagem arquitetônica e aulas extras de matérias mais exigidas são algumas das estratégias

Como se preparar para o vestibular de Medicina? Será que o estudante tem que parar de viver só para estudar? E Engenharia, Arquitetura? É necessário se matricular em um curso de desenho? Para professores, não há fórmula secreta de ser bem-sucedido em vestibulares como essas. Cada aluno deve encontrar seu modo de estudar.

 

Para o coordenador do vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, o ideal é focar nos estudos em geral, sem esquecer de matérias mais exigidas, como química, biologia e matemática, para os que buscam vaga em Medicina e Engenharia.

 

A prova de habilidades específicas não pode ser negligenciada para os futuros arquitetos. "Para quem for prestar Arquitetura,é absolutamente necessário", diz Nascimento. Já Willian Saito, professor de física do COC, afirma que é grande a procura por cursos modulares em horários alternativos ao cursinho. Vestibulandos de Engenharia procuram matérias de humanas, por exemplo. "Eu aconselho a procura por eles, é uma forma de focar."

 

Para o professor de linguagem arquitetônica (LA) Filippo Guasti, é importante o aluno que vai prestar Arquitetura ter em mente que o desenho para a carreira é "careta" e "busca tamanho e proporção". Para ele, física e matemática são fundamentais. "Quem não gosta de física vai sofrer muito durante o curso." Leia abaixo as histórias de dois vestibulandos e de uma aluna de Medicina que conquistou a tão sonhada vaga na USP.

 

Karina Turaça, de 18 anos, prestou Medicina

Aprovada na primeira chamada na Fuvest, a aluna de Medicina da USP conta que seguiu uma rotina pesada de estudos. "Me concentrei mais nas matérias específicas e também reforcei a parte de Humanas, porque tinha dificuldades", disse. Além de ter feito um ano de cursinho Etapa, ela separou um dia por matéria. "Na segunda, eu estudava química, na terça, física, na quarta, biologia, na quinta português", conta. Nos outros dias da semana Karina só fazia exercícios de matérias de Humanas, seu ponto fraco. Resolvia provas antigas, principalmente, e algumas questões da apostila do cursinho. "O importante é manter a calma na hora da prova, estudar a forma de escrever as questões e estudar bastante", conta a ex-vestibulanda sobre o segredo de seu sucesso em um dos vestibulares mais difíceis do País.

 

Roberto Brotero, 19 anos, vai prestar Arquitetura

Roberto prestou o vestibular do Mackenzie agora no meio do ano para se preparar para o teste do fim do ano. "O Mackenzie é minha segunda opção, depois da FAU-USP", diz. Além do cursinho no Anglo, ele estuda de 2 a 3 horas por dia e está se preprando para a prova específica de Arquitetura. Faz curso de linguagem arquitetônica com Filippo Guasti, uma vez por semana, das 14h30 às 18h30. "Acredito que o curso está me preparando. Várias pessoas fizeram e passaram."

 

Ana Clara Caetano Riquena, de 18 anos, vai prestar Engenharia

No 1º ano do cursinho Etapa, Ana Clara fez Design de Interiores no ano passado, mas não gostou. Agora, está aplicada nos estudos para tentar uma vaga em Engenharia Civil em alguma federal do Sul do País, como a do Paraná ou a de Santa Maria. "Também vou prestar Engenharia na FEI, em São Paulo", conta. Sem dificuldades em exatas - "sempre me dei muito bem nessas matérias na escola, fiz aquele método Kumon de matemática" -, Ana Clara conta que, além de assistir as aulas pelas manhãs, passa o dia no cursinho estudando. Aos sábados pelas manhãs, faz mais aulas de reforço para quem vai prestar Engenharia. "Eu basicamente me preparo fazendo as tarefas do cursinho", conta a vestibulanda, cujo maior medo são as matérias de Humanas, como história. "Tenho dificuldade."

 

(COLABOROU CAROLINA STANISCI)