Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

USP vai retomar parte de obras paradas desde fevereiro pela crise

Um dos projetos escolhidos para 2015 é a reforma do Anfiteatro Camargo Guarnieri, na Cidade Universitária, zona oeste da capital

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

10 Dezembro 2014 | 03h00

Atualizado às 7h30

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) decidiu retomar parte das obras paradas desde fevereiro, quando a reitoria cortou gastos com infraestrutura como medida anticrise. Um dos projetos escolhidos para 2015 é a reforma do Anfiteatro Camargo Guarnieri, no câmpus Butantã, zona oeste, fechado desde fevereiro de 2012. O gasto com obras no próximo ano, segundo o orçamento aprovado ontem, crescerá 200% em relação a 2014 - salto de R$ 20,8 milhões para R$ 62,5 milhões.

De 2013 para este ano, o montante reservado para obras havia caído 75%. Só continuaram depois de fevereiro, de acordo com a reitoria, projetos em que a interrupção traria mais prejuízos do que benefícios. Em 2015, seguirão parados R$ 460 milhões em obras aprovadas ou licitadas na gestão anterior, mas que não saíram do papel.

A previsão é de que o anfiteatro, previsto antes para julho deste ano, fique pronto até dezembro de 2015. Pelas estimativas da USP, faltam cerca de R$ 14 milhões para concluir o projeto, que deve ter custo total de R$ 35 milhões. O local abrigará, principalmente, apresentações artísticas, como as do coral e da orquestra da universidade. 

Também deve ser retomada, em ritmo mais lento, a reforma da Estação Ciência, museu da USP na Lapa, zona oeste, fechado desde 2013. Como está em prédio histórico, a obra envolve restauro mais complexo e não tem data para terminar.

O plano de despoluição do câmpus da USP Leste, interditado entre janeiro e agosto deste ano por problemas ambientais, também está nas contas de infraestrutura. As medidas, como extrair gás metano do solo, já em andamento ao longo deste ano, custarão cerca de R$ 6 milhões em 2015. Não é prevista a remoção da terra clandestina depositada no câmpus em 2011, um dos principais focos de contaminação. Tapumes e gramas já foram colocados para isolar o local.

O déficit estimado da USP em 2015 é de R$ 1,126 bilhão. Questionado sobre riscos desse cálculo de gastos além das receitas, o reitor Marco Antonio Zago disse nesta terça-feira que medidas para frear gastos já foram tomadas, mas a USP deve manter as atividades. “Não posso parar a universidade.” 

Mais conteúdo sobre:
Crise da USP USP

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.