USP vai premiar os melhores professores

Docentes da graduação receberão iPads, computadores e viagem a partir deste ano

Mariana Mandelli, de O Estado de S. Paulo,

16 Fevereiro 2012 | 23h55

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) vai premiar, a partir deste ano, os melhores professores da graduação com iPads, computadores e viagens. Os que acumularem mais pontos com base em critérios estabelecidos pela instituição receberão os prêmios. A opinião dos alunos e a produção didática vão pesar na escolha.

A premiação, aprovada nesta quinta-feira, 16, pelo Conselho de Graduação (CoG), vai se chamar Excelência em Docência de Graduação da USP e levará em conta seis macrocritérios: empatia com alunos, a partir de eleição entre os egressos de uma turma; produção intelectual, como autoria de livros didáticos e publicação de artigos sobre o ensino na graduação; atividades de orientação de trabalhos de conclusão de curso aprovados com louvor e de iniciação científica premiados; aplicação de disciplinas optativas livres; comprometimento institucional com a graduação, como a coordenação de turmas, áreas e cursos, além de outras atividades consideradas relevantes.

O máximo de pontos que cada critério garante é 12. Os candidatos devem se inscrever nos departamentos ou podem ser indicados. Cada escola selecionará três docentes, que serão premiados com uma placa. A Comissão de Graduação de cada unidade que vai escolher esses três professores pode contar com profissionais de outras escolas e até mesmo de outras universidades.

Um notebook será entregue para o segundo e o primeiro colocados - este receberá também um projetor multimídia e a indicação para participar do concurso que envolverá toda a USP. Como a universidade tem 42 unidades, poderão competir pelo prêmio de melhor docente da graduação 42 professores.

É o CoG que vai designar, com os mesmos procedimentos das escolas, seis profissionais, que ganharão placas personalizadas. O segundo lugar ganhará um Ipad e o primeiro, além do Ipad, uma viagem para um congresso internacional de sua escolha.

Segundo a pró-reitora de graduação, Telma Zorn, a iniciativa valoriza a graduação. Ela diz que é provável que o projeto desagrade alguns professores. “Na votação, ocorreu uma manifestação de que isso pode causar problemas, mas foi minoria absoluta. Tivemos um voto contrário e três abstenções, de quem não teve tempo de discutir a proposta.”

“O prêmio é o de menos, o mais importante é o reconhecimento do docente”, diz o professor Paul Jean Jeszensky, que participou da criação do prêmio. Na graduação, a USP tem hoje 6.008 professores para 58.680 alunos.

O CoG também aprovou ontem o programa de Tutoria Científico-Acadêmica, que dá bolsas de R$ 400 para calouros de baixa renda com alto desempenho na Fuvest que queiram elaborar um projeto de pesquisa. A proposta faz parte das políticas de permanência da USP. Eles terão apoio de um professor-tutor, que ajudará na integração deles. Os tutores que tiverem seus relatórios sobre o programa aprovados ganharão uma viagem de estudos para o exterior, para desenvolverem atividades da graduação.

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