USP deve seguir longe do Enade

Depois da entrada da Unicamp, só a USP ainda não aderiu entre as estaduais de SP

Fábio Mazzitelli, Jornal da Tarde

30 Março 2011 | 11h05

Maior universidade do Brasil, a USP deve passar mais um ano longe do Exame Nacional de Desempenho de Estudantes (Enade), avaliação feita pelo Ministério da Educação (MEC) nas instituições de ensino superior do País. De acordo com a pró-reitora de graduação, Telma Zorn, é “pouco provável” que a universidade assine o termo de adesão em 2011.

 

“Quem decide se entra no Enade não é a pró-reitora”, diz Telma, que pessoalmente já se manifestou favorável à adesão. “A pró-reitora encaminha a discussão e  isso passa por colegiados. Tem de ser discutido no conselho (de Graduação) e até, talvez, no Conselho Universitário porque o professor Grandino (Rodas, reitor da USP) está levando muitas questões maiores a um conselho maior.”

 

Com a adesão da Unicamp no ano passado, a USP se tornou a única universidade pública estadual paulista a se manter fora da avaliação externa comandada pelo  ministério - a Unesp há anos já faz parte do exame. A pró-reitora de graduação diz que pretende usar a experiência da Unicamp, cujos primeiros resultados  saem neste ano, na discussão da USP.

 

“O Enade não pode sair da pauta da USP até que a gente tome uma decisão definitiva e acerte algumas questões”, afirma Telma. “A gente está em conversa com a  Unicamp para ver. Precisaria ver os termos da Unicamp porque aí a gente vai acumulando (experiências) e vai melhorando.”

 

As principais ressalvas da USP em relação ao Enade são: ausência de obrigatoriedade de participação e de um instrumento que exija do estudante um  comprometimento com o exame, além da falta de um diagnóstico mais preciso, que separe as diferentes unidades da universidade na avaliação.

 

Por meio de sua assessoria, o MEC diz que “vê com bons olhos a discussão da USP para aderir ao Enade” e está aberto a conversas com a universidade.

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