USP cria programa para discutir intolerância

O conjunto de ações vai debater assuntos ligados a diversidade sexual, étnica e religiosa

Estadão.edu

14 Dezembro 2010 | 18h53

A Pró-Reitoria de Cultura e Extensão da USP aprovou a criação de um programa para combater a intolerância e a homofobia. O objetivo é desenvolver um conjunto de ações educativas para discutir a diversidade sexual, étnica e religiosa.

 

O Programa USP Diversidade foi aprovado em reunião na quinta-feira, 9, e entra em funcionamento no início do próximo ano, segundo a pró-reitora Maria Arminda Arruda. "Vamos combater todas as formas de violência e de discriminação", afirma a professora, do Departamento de Sociologia da USP.

 

Maria Arminda explica que se dará prioridade à realização de eventos como debates, palestras e conferências na universidade. Depois, as ações devem se estender para escolas públicas. "Queremos sensibilizar os estudantes para a problemática."

 

O foco inicial será a discussão da diversidade sexual, "porque demanda ações mais imediatas", segundo a pró-reitora. Ela conta que os casos recentes de agressões a homossexuais na Avenida Paulista foram determinantes para a criação do programa.

 

Mas, no âmbito da própria universidade, alguns episódios de homofobia têm levado à tona a questão do preconceito. Há cerca de um mês, por exemplo, um aluno da Biologia foi agredido numa festa promovida por estudantes da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da USP no Morumbi.

 

Maria Arminda diz que, "talvez", a discussão sobre as formas de intolerância não estava sendo feita "de maneira articulada" na USP. Sobre o novo programa, ela afirmou que "as coisas acontecem quando estão maduras para acontecer".

 

Após a reunião que deliberou pela criação do USP Diversidade, o Conselho de Cultura e Extensão da USP soltou uma nota de repúdio aos casos de homofobia que têm ocorrido na universidade e na cidade de São Paulo.

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