USP corta ponto de grevistas; paralisação já dura mais de dois meses

Sindicato reclama de retaliação; Justiça já notificou funcionários sobre reintegração de posse de prédios da administração central

O Estado de S. Paulo

31 Julho 2014 | 14h29

SÃO PAULO - Professores e funcionários da Universidade de São Paulo (USP), em greve há dois meses contra o congelamento de salários, têm sido informados sobre corte de ponto pelos dias parados. Um documento da reitoria, que começou a circular na semana passada, orienta os diretores sobre a possibilidade do registro de faltas, o que leva ao desconto de salários. 

Na manhã desta quinta-feira, 31, funcionários começaram a receber os avisos oficiais sobre a reintegração de posse dos prédios da administração central da USP, no câmpus Butantã, zona oeste da capital. A reitoria da universidade conseguiu na Justiça uma liminar para impedir piquetes de grevistas.

A medida é vista pelos grevistas como uma retaliação ao movimento. "Temos o direito de fazer greve e nos manifestar", afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho. "A reitoria está pressionando os diretores a nos punirem", completa. A categoria promete radicalizar o movimento na próxima semana, em que voltam as aulas da instituição.

Coube a cada diretor ou dirigente de unidade decidir por descontar os dias parados nos salários. Parte dos gestores, segundo os servidores, optou por descontar apenas as faltas do último mês. Outros fizeram descontos referentes a apenas dois dias. Entre os que já informaram aos funcionários sobre a punição, estão dirigentes de órgãos da administração central da universidade.

A confirmação do corte na remuneração só acontecerá em 6 de agosto, quando os servidores da USP recebem os salários.Na maioria das faculdades, de acordo com os funcionários, os diretores optaram por não registrar as faltas para corte de pontos.

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