USP consegue liminar para impedir atos no Hospital Universitário

Ação foi movida para barrar protestos que bloqueiem as entradas; professores e funcionários estão em greve há mais de dois meses

O Estado de S. Paulo

01 Agosto 2014 | 20h33

SÃO PAULO - A Universidade de São Paulo (USP) conseguiu uma liminar para impedir que grevistas bloqueiem as entradas do Hospital Universitário da instituição. Essa é a segunda medida judicial da reitoria para barrar piquetes de funcionários, parados há dois meses.

A decisão, de quarta-feira, 30, prevê multa diária de R$ 10 mil em caso de descumprimento. A reitoria afirma que moveu o processo contra o Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) para não prejudicar a livre circulação de servidores e pacientes no local.

Na manhã de quarta-feira, dezenas de funcionários protestaram em frente ao HU contra as ameaças de corte de ponto da reitoria. Segundo a assessoria de imprensa do hospital, não houve prejuízos ao atendimento de urgência e emergência por causa do ato.

Na semana passada, a universidade havia conseguido uma liminar de reintegração de posse para impedir piquetes nos prédios da administração central e algumas faculdades, no câmpus Butantã, zona oeste da capital. Funcionários já foram notificados sobre a decisão. No Centro de Práticas Esportivas da USP, os grevistas montaram um acampamento para impedir a realização da Feira de Profissões, prevista para semana que vem.

Os funcionários se queixam de restrições ao direito de greve e manifestação. Junto dos professores, a categoria cruzou os braços há mais de dois meses contra o congelamento de salários. A justificativa dada pelos reitores para a medida é a crise financeira das instituições, que gastam quase tudo que recebem com a folha de pagamento.

Mais conteúdo sobre:
usp hospital universitário

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.