1. Usuário
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

USP abre processo contra envolvidos no 'ranking sexual'

- Atualizado: 25 Janeiro 2016 | 15h 26

Cinco alunos foram apontados em sindicância, mas ainda poderão se defender antes de ser tomada alguma medida

FRANCA - A Universidade de São Paulo (USP), campus de Piracicaba, abriu processo disciplinar contra cinco alunos que estariam envolvidos na divulgação de um "ranking sexual", como ficou conhecido um cartaz afixado na instituição. Sindicância a respeito foi finalizada em dezembro e o parecer da comissão acatado.

 

Eles teriam feito a lista que expôs intimidades de estudantes da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq) em junho do ano passado. Se forem considerados culpados podem pegar pena que vai desde advertência até expulsão. A sindicância indicou apenas os autores, sem descobrir quem colou a relação no pátio.

O cartaz se dividia em três tópicos: 'b** fedida', 'teta preta' e 'sociedade do anel', dividindo alunas por essas classificações, com seus codinomes na universidade

O cartaz se dividia em três tópicos: 'b** fedida', 'teta preta' e 'sociedade do anel', dividindo alunas por essas classificações, com seus codinomes na universidade

A comissão que apurou o caso tinha prazo para encerrar os trabalhos em agosto de 2015, mas acabou atrasando. O assunto gerou polêmica e foi parar na Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de São Paulo, que chegou a ouvir o diretor e um professor da Esalq a esse respeito.

Após o cartaz ser divulgado, apontando nomes de estudantes e termos como “fedida” e “preta”, vários grupos protestaram no campus afixando mensagens contrárias e com críticas aos autores. 

 

Processo. O Estado entrou em contato com a direção da Esalq, que informou que a identidade deles está sendo preservada por orientação da Procuradoria Geral da USP.

Questionada sobre a demora na definição do caso, a instituição alegou apenas que a “preliminar da sindicância foi concluída no mês de dezembro de 2015 e agora está seguindo para um processo administrativo disciplinar”.

Informou ainda que em fevereiro será instalada a Comissão Processante, “em cujo âmbito os alunos poderão exercer os seus direitos ao contraditório e ampla defesa”.

 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EducaçãoX