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USP, PUC e Mackenzie vão pesquisar invasões de escolas em SP

- Atualizado: 05 Janeiro 2016 | 08h 00

Universidades desenvolverão estudos a partir de relato dos alunos e familiares e também da observação dos especialistas

Acadêmicos da Universidade Presbiteriana Mackenzie vão participar do estudo

Acadêmicos da Universidade Presbiteriana Mackenzie vão participar do estudo

SÃO PAULO - As ocupações de escolas públicas estaduais por estudantes serão tema de uma pesquisa coletiva desenvolvida por acadêmicos da Universidade de São Paulo (USP), Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Universidade Presbiteriana Mackenzie. 

“Ainda não tínhamos nas páginas da nossa história um episódio tão relevante de protagonismo adolescente”, avalia a pedagoga Maria Stela Graciani, coordenadora do Núcleo de Trabalhos Comunitários e professora da Faculdade de Educação da PUC-SP. “Com essa pesquisa, esperamos mostrar como esses jovens serão outras pessoas, amadurecidas, com base na experiência inusitada que vivenciaram.”

Veja rotina das escolas ocupadas em SP
SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO
Reorganização

A Secretaria da Educação de São Paulo apresentou, em setembro, a reorganização de sua rede. A ação pretende reduzir o número de segmentos das escolas estaduais para que tenham ciclo único, ou seja, atendam os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º), anos finais (6º ao 9º) e ensino médio separadamente. Veja alguns motivos que levam a pasta a ter dificuldades para convencer a população sobre os possíveis benefícios da medida. 

Maria Stela afirma que ainda não fechou o número de professores participantes do trabalho, pois os interessados estão sendo reunidos. O estudo deve usar os vídeos produzidos pelos estudantes durante as ocupações, além de entrevistas com os próprios alunos, seus familiares e professores.

Experiências vistas pelos pesquisadores que visitaram algumas escolas ocupadas também serão incorporadas à pesquisa. “Esperamos ter resultados a médio prazo”, diz a professora. Ela espera que o projeto seja apoiado pelo Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, órgão colegiado permanente da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

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