Universidades britânicas protestam contra proposta de restrição a estudantes estrangeiros

Governo quer reduzir quantidade de estrangeiros estudando no país de 215 mil para 100 mil até 2015

Felipe Mortara e Carlos Lordelo, Estadão.edu

09 Março 2011 | 17h16

Universidades britânicas deverão fechar alguns cursos como engenharia e graduações essenciais na área de ciências caso prevaleçam os planos da secretária de Estado, Theresa May, de limitar o número de vistos para estudantes estrangeiros. Uma reportagem do jornal inglês The Observer mostrou que representantes de instituições de ensino do país estão preocupadas com a possibilidade de restrições.

 

Em carta enviada ao jornal, 16 vice-reitores de algumas das principais instituições de ensino do país se declararam preocupados com a proposta, que tem como meta reduzir o número total de imigrantes de 215 mil para 100 mil estudantes até 2015.

 

De acordo com o documento, caso seja cortado o aporte de recursos estrangeiros, que hoje gira em torno de 5 bilhões de libras por ano, a economia do país também seria afetada.

 

A ideia, conduzida por May, vai contra os interesses do ministro de Universidades, David Willets, e o secretário de Negócios, Vince Cable, que já estariam se articulando com reitores e outros ministros para derrubar a proposta.

 

Além de afetar vagas em cursos que costumam ser majoritariamente ocupados por estudantes estrangeiros, como engenharia e ciências, a restrição diminuiria inclusive o número de cursos para alunos britânicos.

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