RENATO CÉSAR PEREIRA/FUTURA PRESS
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Unicamp tem 60 dias para acabar com assédio moral

Universidade tem de assinar termo de ajustamento de conduta com Ministério Público do Trabalho se não quiser ser alvo de ação

Rene Moreira, ESPECIAL PARA O ESTADO

26 Junho 2015 | 20h55

FRANCA - O Ministério Público do Trabalho deu prazo de 60 dias para que a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) acabe com o assédio moral a funcionários e estabeleça formas de punição. A instituição deverá assinar um termo de ajustamento de conduta, se não quiser ser alvo de uma ação civil pública.

Uma audiência foi realizada na quarta, no MPT, para discutir a prática de assédio moral dentro da universidade. A investigação começou há cinco anos, quando houve uma série de depoimentos que atestariam a existência de tratamento humilhante e vexatório contra empregados da instituição.

A audiência teve duração de quatro horas, com a presença de 250 pessoas. Ao menos 20 trabalhadores se manifestaram publicamente sobre o assédio que sofreram das chefias imediatas e até de colegas. Alguns chegaram às lágrimas.

De acordo com o procurador do Trabalho Eduardo Luís Amgarten, a cúpula da universidade se fez presente na audiência e ficou assustada com os casos relatados. “Também se mostrou inteiramente disposta a regularizar a situação”, afirmou. A direção da Unicamp ainda alegou na audiência desconhecer todos os fatos que foram relatados por servidores.

Disputa por cargos. A universidade terá de analisar as reclamações e apresentar uma solução na segunda quinzena de agosto, quando deve ser celebrado o termo de ajustamento de conduta para resolver o problema. Na versão dos funcionários, o assédio no trabalho estaria ligado à disputa hierárquica e por cargos comissionados.

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