Unicamp fica entre as 15 primeiras em ranking de instituições jovens

Levantamento considera universidades com menos de 50 anos; não há outras brasileiras na lista

O Estado de S. Paulo

23 Setembro 2014 | 17h00

Atualizado às 18h10.

SÃO PAULO - A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) ficou na 15ª posição no ranking de instituições de ensino superior com menos de 50 anos, feito pela QS Quacquarelli Symonds World Universities, uma das organizações mais tradicionais do setor. O desempenho da Unicamp, única brasileira na lista, é o mesmo do levantamento 2013/2014. Já no 2012/2013, ela estava na 17ª colocação.

O objetivo do levantamento, de acordo com os organizadores, é mapear "potências promissoras de ensino superior no cenário global". O ranking, com 50 instituições, é dominado por universidades australianas, com 10 representantes na lista. Na sequência, aparecem Espanha (5), Hong Kong e Reino Unido (4) e Alemanha (3).

Como a lista se concentra nas instituições jovens, a Universidade de São Paulo (fundada em 1934) e a maioria das federais de ponta ficam de fora. Além da Unicamp, que iniciou suas atividades em 1966, a principal candidata do Brasil a aparecer na lista era a Universidade Estadual Paulista (Unesp), de 1976.

As melhores: 

1 - Universidade Tecnológica de Nanyang (Cingapura)

2 - Universidade de Ciência e Tecnologia de Hong Kong (Hong Kong)

3 - Instituto Avançado de Ciência e Tecnologia da Coreia do Sul (Coreia do Sul)

4 - Universidade de Tecnologia de Pohang (Coreia do Sul)

5 - Universidade da Cidade de Hong Kong (Hong Kong)

6 - Universidade de Maastricht (Holanda)

7 - Universidade da Califórnia (EUA)

8 - Universidade Politécnica de Hong Kong (Hong Kong)

9 - Universidade de Calgary (Canadá)

10 - Universitat Autónoma de Barcelona (Espanha)

15 - Universidade Estadual de Campinas (Brasil)

Repercussão. A pró-reitoria de Desenvolvimento Universitário da Unicamp, Teresa Atvars, considera o desempenho positivo, mas identifica prioridades para os próximos anos. Uma delas é aumentar a abrangência dos programas de internacionalização, que enviam docentes, servidores e estudantes para o exterior. "Também temos que trazer mais professores e alunos de fora do País", completa.

Outros desafios, segundo Teresa, são aumentar a reputação internacional dos professores e dos trabalhos acadêmicos, além de conseguir bons resultados dos egressos da Unicamp no mercado de trabalho. "Também é nosso foco melhorar o diálogo da universidade, com a comunidade científica e com a sociedade", diz. 

Teresa também garante que a crise nas estaduais paulistas, que gastam quase toda a receita com salários, não afetou o trabalho da instituição. "A questão orçamentária preocupa, mas não cortamos os investimentos neste ano", afirma. 

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