PAULO LIEBERT/ESTADÃO
PAULO LIEBERT/ESTADÃO

Um em cada 4 alunos está atrasado no ensino médio

Segundo o Censo Escolar 2016, a taxa de distorção idade-série aumentou de 27,4% em 2015 para 28% em 2016

Isabela Palhares, Carla Araújo e Júlia Lindner, O Estado de S. Paulo

16 Fevereiro 2017 | 21h29

Um em cada quatro alunos do ensino médio está com mais de dois anos de atraso escolar, segundo o Censo Escolar 2016. Nesta quinta-feira, 16, o presidente Michel Temer sancionou a Lei do Novo Ensino Médio e disse que a reforma é fruto de uma “ousadia responsável”. Ele ainda defendeu que é preciso modernizar a educação no País. 

Segundo o censo, a taxa de distorção idade-série aumentou de 27,4% em 2015 para 28% em 2016. Além disso, o levantamento mostra que 22,4% dos estudantes do ensino médio - cerca de 1,8 milhão de jovens - estão matriculados no período noturno. Para especialistas, esses dados trazem desafios para a implementação do novo modelo para essa etapa. 

O projeto flexibiliza a grade curricular, permitindo que o estudante escolha parte das disciplinas. Ele terá de optar por um dos cinco percursos formativos (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas, Ciências da Natureza e Ensino Profissional). O MEC afirma que a proposta torna o ensino mais atraente para o jovem por aproximá-lo do mercado de trabalho e permitir escolhas. 

Crítica. “A reforma busca soluções para um problema que não compreende integralmente. Como serão construídas trajetórias de ensino para o noturno? Como vamos atrair esse jovem para a escola, quando ele quer o mercado de trabalho?”, criticou Daniel Cara, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. 

Antonio Idilvan Alencar, secretário de Educação do Ceará, eleito nesta quinta presidente do Conselho Nacional de Secretários Estaduais de Educação (Consed), disse que desafios, como o período noturno e a reprovação, deverão ser muito debatidos durante a implementação da reforma. “Temos de considerar todos os fatores para o novo modelo.” 

 

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