Reprodução/Facebook
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Trote da Faculdade Cásper Líbero tem humilhações contra calouros

Instituição afirmou que abusos serão investigados; centro acadêmico repudiu ações violentas

O Estado de S. Paulo

12 Fevereiro 2014 | 10h24

O trote da Faculdade Cásper Líbero terminou com humilhações contra os calouros nessa segunda-feira, 10. Nas redes sociais foram divulgadas imagens de um rapaz amarrado a um poste com fita adesiva na Avenida Paulista e uma garota obrigada a enfiar uma banana na boca.

De acordo com relatos, alguns calouros tiveram as roupas cortadas e ficaram apenas de cueca, calcinha e sutiã. Uma das novas estudantes da faculdade teria até se machucado nas mãos e na coxa durante a recepção. O ato de prender o calouro ao poste foi comparado, também nas redes sociais, à ação de "justiceiros" que amarraram um rapaz negro a um poste na zona sul do Rio de Janeiro na semana passada. 

O Centro Acadêmico Vladimir Herzog, da Cásper Libero, publicou nota no Facebook em repúdio aos excessos. "Sabe-se que os trotes estabelecem uma relação de poder, no qual veteranxs são líderes e bichos e bichetes são subordinados. Devemos ter consciência, portanto, de que não é tão simples para um bichoo ou uma bichete dizer ao veterano que não está se sentindo confortável. E isso abre margem para comportamentos que são agressivos e beiram a opressão", apontou o texto. Procurado pela reportagem, o Centro Acadêmico informou que seu posicionamento já foi expresso na nota publicada no Facebook.

A assessoria de imprensa da faculdade afirmou que, desde que recebeu recomendação do Ministério Público em 2009, adotou uma série de medidas para coibir o trote violento, como atividades de conscientização com as lideranças estudantis e a comunidade acadêmica. Segundo a Cásper Libéro, "eventuais abusos serão investigados em processo disciplinar contra os infratores".

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