Trainees na alta cúpula

A trajetória de três jovens talentos que viraram executivos de suas empresas

Carlos Lordelo e Cristiane Nascimento, Especial para o Estadão.edu,

19 Agosto 2012 | 16h49

Quando ainda frequentava o curso de Administração da USP, Simone Katz foi selecionada como trainee da Credicard, braço de cartões de crédito do Citibank no Brasil. Ao fim do programa, recebeu uma proposta para migrar para a área de mercado do Citi. Em 98, decidiu acompanhar seu marido, que se mudaria para o Chile por razões profissionais. Anunciou seus planos ao chefe, que disse que ela era uma peça muito importante para ser perdida. Simone conseguiu então uma colocação na área de Riscos na unidade chilena. Três anos depois, foi convidada a assumir, nos Estados Unidos, o cargo de especialista em modelos de avaliação de crédito. Com o nascimento de sua primeira filha, em 2002, decidiu que era hora de deixar Nova York e voltar ao Brasil. A administradora resolveu mudar de setor e passou a trabalhar em business inteligence na área de Marketing da Credicard. Voltou ao banco em 2005 e, há 4 meses, assumiu a área de Distribuição de Produtos. O segredo para uma carreira dinâmica e satisfatória? “Sempre encarei as mudanças como algo positivo e nunca tive medo de pedir o que queria.”

Em 1997, aos 19 anos, Paulo Borrego embarcou para o Tennessee, nos EUA, graças a uma bolsa de estudos concedida em parte pelo seu desempenho esportivo – na época, ele jogava tênis. Quatro anos depois, já formado em Marketing, o jovem retornou ao Brasil com o objetivo de construir carreira em uma grande empresa. Inscreveu-se no programa de trainee da Votorantim e foi admitido. De lá para cá, trabalhou em várias divisões do grupo. Passou pela fábrica de Celulose e Papel, localizada em Piracicaba, interior de São Paulo, onde teve contato com uma série de departamentos da companhia, até assumir a área de business controller de um dos braços do grupo. Com seis anos de empresa, o ex-trainee migrou da fábrica de papel para a Votorantim Cimentos. Entrou como controller corporativo e hoje trabalha como gerente- geral de controladoria, área que mescla contabilidade e administração. Às nove equipes de trainees que se formaram sob sua gestão, Paulo aconselhou: mais do que sonhar com altos cargos, os profissionais devem se preocuparse em ter uma carreira consistente. “É preciso ter conteúdo, algo que só se conquista com experiência.”

Depois de fazer estágio no RH da Kibon, Liana Fecarotta participou da seleção para trainee da Unilever, dona da marca de sorvetes. Durante o treinamento, a psicóloga recém-formada pela PUC-SP viajou o País para elaborar um plano de ação que aumentasse as vendas de produtos da companhia em farmácias. Também foi responsável pela capacitação das equipes de marketing da América Latina e, por fim, trabalhou na reestruturação da área de RH da Unilever. Foi promovida a gerente e ajudou a replicar o projeto na América Latina. Em seguida, passou seis meses na sede da empresa, em Londres, onde fez parte da equipe que definiu o novo modelo de carreira global de RH. Ficou outros seis meses em Nova York e voltou ao Brasil em 2007. Trabalhou como gerente para diversas áreas e há quatro meses é a diretora de RH para a divisão que desenvolve produtos e serviços para o mercado de alimentação fora de casa. Cuida da operação no Brasil e em outros seis países. “A empresa está totalmente em linha com meus valores. Adoro as pessoas com quem trabalho.”

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