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Sorbonne quer combater assédio sexual de professores

- Atualizado: 17 Fevereiro 2016 | 08h 27

Iniciativa é inédita na história da instituição e do ensino superior francês; 50 mil estudantes serão alvo da campanha na França

Ao todo, 50 mil estudantes serão alvo da campanha contra atitudes impróprias de caráter sexual

Ao todo, 50 mil estudantes serão alvo da campanha contra atitudes impróprias de caráter sexual

PARIS - A Sorbonne Paris, o mais importante conglomerado de universidades da França, está em campanha contra o assédio sexual de estudantes por professores - algo inédito na história da instituição e do ensino superior francês. O objetivo é combater o sexismo e práticas abusivas entre o pessoal das oito instituições que fazem parte do complexo. Ao todo, 50 mil estudantes serão alvo da campanha contra atitudes impróprias de caráter sexual.

Oito instituições - as Universidades Sorbonne Nouvelle, Paris Descartes, Paris Diderot, Paris 13, Instituto Nacional de Línguas e Civilizações Orientais (Inalco), Instituto de Estudos Políticos de Paris (Sciences Po), Escola de Altos Estudos de Saúde Pública (Ehesp) e Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS) - estão implicadas nessa iniciativa.

Desde novembro, o Coletivo de Luta Antissexista e contra o Assédio no Ensino Superior (Clasches) faz trabalhos de conscientização sobre o problema nas unidades de ensino da França, além de associações e sindicatos de professores e de pessoal administrativo e grêmios estudantis. 

Agora, as próprias universidades e escolas entraram na luta. “Em 2014, uma mulher a cada cinco se dizia vítima de assédio sexual”, afirmou Séverine Lemière, chefe da Missão Igualdade da Universidade Paris Descartes. Para o reitor da Sorbonne Paris, Jean-Yves Merindol, todos os estabelecimentos de ensino enfrentam o problema.

Entre as mensagens da campanha estão advertências para professores que fazem brincadeiras de caráter sexual com seus estudantes - ou ainda comparações sobre o corpo feminino. O desafio é acabar com o ar de normalidade que ainda envolve as declarações sexistas e o assédio, além de enfrentar o silêncio das vítimas e trazer os casos a público.

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