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Universidade de São Paulo completa 80 anos

Sob queixas de docentes e servidores, USP adia Conselho Universitário

O Estado de S. Paulo

09 Junho 2014 | 19h 46

Professores e funcionários em greve prometem ato em frente ao prédio da reitoria nesta terça; movimento é por reajuste de salários

SÃO PAULO - O reitor da Universidade de São Paulo (USP), Marco Antonio Zago, resolveu nesta segunda-feira, 9, suspender a reunião do Conselho Universitário (CO), órgão máximo da instituição, que seria feita nessa terça-feira, 10. A decisão foi criticada por professores, funcionários e alunos em greve, que pretendem fazer ato em frente ao prédio da reitoria, onde aconteceria o encontro.

A justificativa para suspender o encontro foi o bloqueio dos edifícios administrativos por funcionários grevistas e a falta de tempo para avisar os membros do conselho. Segundo o regimento do CO, os integrantes do órgão devem ser convocados no prazo de cinco dias. Em nota, a USP afirmou que não seria possível organizar o encontro mesmo que o prédio fosse liberado nas próximas horas.

Crise. Docentes, servidores e estudantes estão em greve há quase um mês por causa do congelamento de salários proposto pelos reitores em 2014. A decisão, que vale para a USP, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), foi tomada pela grave situação financeira das instituições. O rombo nas contas da USP foi o que mais pesou na medida de reajuste zero, como o Estado revelou em maio.

Na última semana, o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) resolveu reabrir as negociações desde que os grevistas não fizessem piquetes ou manifestações violentas. O fórum de entidades sindicais pediu que o novo encontro fosse marcado nesta semana, mas não há data até agora.

"Ele adiou por medo de pautarmos nossas reivindicações. Suspender a reunião será visto como uma provocação, o que radicalizará o movimento", reclamou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), Magno de Carvalho. De acordo com ele, a manifestação desta terça está mantida, com representantes das três instituições. "Virão caravanas de 18 cidades para o ato", completou.

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