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Site 'Melhores alunos' reúne estudantes com média acima de 8,5 e ajuda na contratação

Site 'Melhores alunos' reúne estudantes com média acima de 8,5 e ajuda na contratação

Plataforma lista alunos de todas as etapas de ensino e serve como banco de dados para empresas que querem novos funcionários

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O Estado de S. Paulo

17 Outubro 2014 | 23h00

Onde estão os alunos que se destacaram na escola e na faculdade? Foi tentando responder a essa pergunta que a administradora Lilian Ramos Massi criou o site Melhores Alunos. Lá estão listados os estudantes que alcançaram média superior a 8,5 em todas as disciplinas, em todos os níveis de ensino: fundamental, médio, técnico e superior. A intenção da plataforma é servir como banco de dados para empresas que fazem seleção de candidatos.

Lançada neste ano, a plataforma tem 36 mil alunos e 133 instituições inscritas. A meta é chegar a 1 milhão de alunos e mil entidades cadastradas até o fim de 2015. Tanto os alunos quanto as escolas podem solicitar a inserção dos dados. Lilian conta que estudou em colégio público e era uma das melhores alunas da classe. “Nada foi feito com isso, o País desperdiça talentos. É importante aproveitar o potencial dos estudantes e essa é a intenção do site”, afirma ela, que se formou em Administração e Marketing. O Melhores Alunos fez ainda parceria com o site de empregos Catho e vai destacar no perfil dos candidatos aqueles que estiverem entre as maiores notas. 

A administradora lembra que os alunos que alcançam média superior a 8,5 representam de 2% a 5% do total de uma sala de aula. “Não é o gênio, é o cara esforçado”, assegura. Dessa forma, ela considera que, além da nota, os estudantes que alcançam as melhores médias têm os mesmos atributos que o mercado de trabalho procura: disciplina, organização e método. 

O estudante Leonardo Gonçalves, de 18 anos, terminou o terceiro ano em 2013 em uma escola particular de Curitiba e alcançou média 9,1 em todo o ensino médio. Ele se prepara para tentar ingressar em Engenharia Aeronáutica no Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e já pensa no primeiro emprego. “Ouvi falar do projeto e me cadastrei. Chamou a minha atenção por abrir portas do mercado de trabalho. Acredito que facilita o acesso a empresas.”

A analista de recursos humanos da Wipro Paula Coscarelli diz que o programa funciona como triagem para as companhias que têm dificuldade de encontrar candidatos de nível júnior. “Nesses casos, nos baseamos no histórico de notas e o programa aponta quais foram os melhores”, afirma. 

Serviço: www.melhoresalunos.com.br

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