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Sindicato quer que USP se comprometa a não retaliar líderes da greve

Victor Vieira e Luiz Fernando Toledo - O Estado de S. Paulo

04 Setembro 2014 | 22h 41

Para Sintusp, oferta do abono de 28,6% foi um 'avanço', mas os grevistas ainda votarão a proposta em assembleia

SÃO PAULO - Na avaliação do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp), a oferta do abono de 28,6% para cobrir a defasagem salarial dos últimos quatro meses foi um “avanço”, mas os grevistas ainda votarão a proposta em assembleia. Outra exigência para encerrar o movimento é de um compromisso da reitoria de não retaliar os líderes da paralisação. 

“Já fizeram ameaças de retomar processos contra dirigentes do sindicato que estão quase extintos”, reclama Magno de Carvalho, presidente do Sintusp. A assessoria de imprensa da USP nega as acusações. “Não sairemos da greve sem garantia de que não seremos punidos”, reivindica. A tensão entre a reitoria e os grevistas aumentou desde o corte de ponto pelos dias parados em agosto, o que já foi revertido na Justiça. 

Outra prioridade, segundo Carvalho, é de que não seja obrigatória a reposição total das atividades interrompidas por mais de 100 dias. “Deve ser de acordo com a realidade de cada local”, defende. A reitoria informa que o calendário de reposição das atividades dos servidores deverá ser debatido por cada unidade. A mesma regra valerá para a reposição de classes. Escolas como a Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH), por exemplo, tiveram quase todas as aulas suspensas desde o início do segundo semestre letivo, há um mês. 

Judicialização. O professor da USP e coordenador do fórum de entidades sindicais das universidades, César Minto, afirmou que “o resultado da reunião foi favorável”. Ele critica, porém, o problema ter chegado à Justiça. “A reitoria optou por delegar a uma instância externa um problema que era de sua alçada”, disse. “Independentemente do resultado, é preocupante e fere a autonomia universitária”, completou. 

Minto não acredita, por outro lado, em penalizações dos grevistas. “O desfecho não permitirá uma forma mais contundente de retaliação, apesar de o autoritarismo da reitoria ter ficado bastante claro.” 

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