Servidores das universidades estaduais de São Paulo debatem greve

Os reitores da USP, Unicamp e Unesp decidiram congelar os salários de professores e servidores neste ano por causa da crise financeira

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

13 Maio 2014 | 21h11

SÃO PAULO - Os servidores da Universidade de São Paulo (USP), Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) já debatem propostas de paralisação e greve após o anúncio de congelamento de salários em 2014, revelado nesta segunda-feira, 12, pelo Estado. A decisão, que se estende aos professores, foi tomada pelo Conselho de Reitores das três instituições por causa da crise financeira das estaduais.

As entidades sindicais farão assembleias até a próxima quarta-feira, quando o conselho voltará a se reunir e haverá paralisação dos servidores da USP. As associações de professores também participam da mobilização contra o congelamento. O principal motivo para a decisão foi a grave situação da USP, que gasta 105% das receitas com a folha de pagamento.

Entre 2009 e 2013, a remuneração média dos professores da USP cresceu 43,19% e a dos técnicos, 74,85%. Na Unicamp e na Unesp, o aumento foi de 29,22%. Segundo as universidades, o tema seguirá em debate com a comunidades interna e negociações do Conselho.

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