Servidores da USP questionam atraso no abono; USP nega

O pagamento de 28,6% do salário, em uma única vez, ficou acordado para ser feito "em 10 dias após eventual acordo", de acordo com a ata do TRT-2

O Estado de S. Paulo

07 Outubro 2014 | 09h51

O Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) divulgou nota questionando atraso no pagamento do abono salarial dos servidores, uma das principais propostas acordadas com a instituição para o fim da greve. O pagamento de 28,6% do salário, em uma única vez, ficou acordado para ser feito "em 10 dias após eventual acordo", de acordo com a ata da última audiência de Conciliação realizada no Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2). 

Os trabalhadores retomaram os postos no dia 22 de setembro - portanto afirmam que  o valor deveria ter sido pago na última semana, dia 2 de outubro. "Nós voltamos a trabalhar, mas eles não cumpriram o acordo", afirmou o diretor do Sintusp, Magno de Carvalho. 

A USP, em nota, afirmou que o acordo ainda não foi homologado pela Justiça, mas que fará o pagamento até o dia 10.

Para o professor Cesar Minto, da Associação de Docentes da USP (Adusp), trata-se de uma "questão menor", mas desnecessária. "No meio de todo o contexto havido nesses três meses de uma longa greve, é uma questão menor. Mas mesmo assim, é uma postura incompreensível por parte do gestor público", disse. 

O abono salarial foi sugerido pelo TRT-2 em uma das audiências de conciliação entre os servidores e a USP para encerrar a greve. O valor foi oferecido para compensar a defasagem salarial entre a data-base da categoria, que é em maio, e o momento em que foi dado o reajuste, em setembro. 
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