Servidores da USP fazem paralisação nesta quarta-feira

Categoria pede reajuste de benefícios, como vale-alimentação e vale-refeição; funcionários também farão ato em frente à reitoria

O Estado de S. Paulo

25 Novembro 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Os funcionários da Universidade de São Paulo (USP) fazem paralisação nesta quarta-feira, 26, pelo reajuste de benefícios, como aumento do vale-alimentação e do vale-refeição. A categoria exige a negociação imediata da pauta, já reivindicada na greve feita entre maio e setembro deste ano.

Além de cruzarem os braços, os técnico-administrativos também farão um protestos em frente ao prédio da administração central, no câmpus Butantã, zona oeste da capital. O grupo reclama que a reitoria não cumpriu o acordo do final de greve. Procurada, a reitoria preferiu não se manifestar sobre o ato.

Outras queixas dos grevistas são a suspensão das contratações de servidores e o corte de funcionários terceirizados, feito em 2014 por causa da crise financeira. O Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp) também se posiciona a favor do corte dos salários acima do teto constitucional na universidade e da apuração das denúncias de estupro na Faculdade de Medicina. 

Luta pelo reajuste. Entre maio e setembro, os professores e funcionários da USP fizeram a mais longa paralisação dos últimos dez anos contra a proposta de congelar os salários das categorias em 2014 por causa da crise financeira. A USP gasta hoje cerca de 105% dos repasses do Estado com salários.

Pressionada, a reitoria decidiu em setembro dar reajuste de 5,2% para os docentes e servidores, índice que cobre somente as perdas inflacionárias do período. Também foi dada um abono de 28,6% para reparar a defasagem salarial desde o início da greve.

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