FELIPE RAU/ESTADÃO
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Secretário nega irregularidade em ação da PM no Paula Souza

Segundo Alexandre de Moraes, permanência de 'invasores' comprova a inexistência da reintegração de posse

Isabela Palhares, O Estado de S. Paulo

03 Maio 2016 | 15h47

SÃO PAULO - O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, negou nesta terça-feira, 3, que tenha sido cometida qualquer irregularidade na ação da Polícia  Militar ao entrar nesta segunda-feira no prédio ocupado do Centro Paula Souza. Segundo ele, a presença dos estudantes no local comprova que não houve irregularidade ou "adiantamento" da reintegração de posse. 

"Não houve cumprimento da reintegração de posse (...) Conforme amplamente noticiado pelos meios de comunicação, os invasores da sede administrativa do CTEEP lá permanecem, o que comprova por si só a inexistência do cumprimento de ordem judicial por quem quer que seja", respondeu o secretário ao juiz Luis Manuel Fonseca Pires, da Central de Mandados do Tribunal de Justiça de São Paulo.

O magistrado também havia exigido que o secretário explicasse de quem partiu a ordem para a ação da polícia. No entanto, Moraes não afirma explicitamente se foi ele quem deu a ordem para a entrada dos policiais no prédio.

O secretário estava em frente ao prédio no momento em que os policiais quebraram um cadeado e entraram no imóvel. 

Como revelou o Estado, o juiz Luis Manuel Fonseca Pires classificou como uma “afronta direta e intencional à ordem judicial” o descumprimento do secretário paulista da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, à decisão que ordenava a retirada imediata da tropa da Polícia Militar do prédio do Centro Paula Souza, no centro da capital, no início da tarde de segunda-feira, 2.

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