Secretário acusa ocupantes de atacar escola em Osasco

Escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio teve aparelhos eletrônicos furtados e documentos destruídos; alunos negam ataque

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

02 Dezembro 2015 | 18h29

SÃO PAULO - O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, acusou nesta quarta-feira, 2, os ocupantes da Escola Estadual Coronel Antônio Paiva de Sampaio, em Osasco, na Grande São Paulo, de serem os autores do ataque na unidade, que foi alvo de depredação, teve aparelhos eletrônicos furtados e documentos destruídos. Estudantes responsáveis pela ocupação negam o ataque e dizem que o vandalismo foi promovido por "pessoas estranhas".

Os alunos entraram na Coronel Antônio Paiva de Sampaio no dia 16 de novembro e só deixaram a unidade duas semanas depois, na segunda-feira, 30. Na noite em que o colégio foi desocupado, vizinhos ouviram barulho de quebra-quebra e acionaram a Polícia Militar.

A escola ficou tomada de lixo, resto de comida e papéis espalhados pelo chão. Materiais de escritório, provas e documentos do colégio acabaram destruídos. Portas haviam sido arrombadas, cadeiras e mesas foram reviradas e o laboratório do colégio foi invadido. Criminosos roubaram ao menos dez computadores, duas televisões de LED e 15 tablets. Também houve um princípio de incêndio na biblioteca.

Logo após o ataque, a Secretaria Estadual da Educação afirmou ainda ser precoce apontar responsáveis pelos crimes, que são investigados pela Polícia Civil. Segundo Moraes, no entanto, os autores estão entre os participantes da ocupação. "A autoria dos ataques é das pessoas que ocuparam a escola", disse o secretário de Segurança Pública. "Agora, a gente precisa verificar se são estudantes ou se são pessoas infiltradas no movimento."

Alunos que promoviam a ocupação negam que tenham depredado a escola e afirmam que o vandalismo foi praticado por um grupo de estranhos, que teria invadido o espaço e "destruído tudo". Vizinhos também relataram ao Estado terem visto pessoas pulando o muro da unidade - ao menos um deles usava capuz.

Já a versão apresentada pelo secretário é diferente. Os alunos estariam deixando a escola na segunda à noite, mas quando perceberam a chegada da perícia no local resolveram voltar. Eles teriam pulado o muro da escola. "Nós temos imagens desses estudantes e agora vamos tentar identificá-los", disse.

Moraes classificou como "ridículo" o relato dos alunos, que também acusam a Polícia Militar de ter permitido que o "grupo de estranhos" atacasse a escola. "Isso chega a ser ridículo, tamanho absurdo. Essas pessoas ocuparam por mais de dez dias e, ao desocuparem, deixaram toda a escola destruída", disse. "As pessoas depredam o patrimônio público, praticam crimes e depois querem acusar grupos fantasmas."

 

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