Sala de aula: os problemas da urbanização acelerada

Para professor, investimentos em infraestrutura não são suficientes para melhorar a vida da população das cidades brasileiras

Estadão.edu

03 Março 2011 | 15h34

Na terceira aula da série sobre geografia, o professor do Ético Sistema de Ensino Carlos Cassanta fala sobre os problemas decorrentes da urbanização acelerada das cidades brasileiras. "Por mais que os governos investissem em obras de infraestrutura que pudessem melhorar a vida da população das cidades, eles nunca se mostravam suficientes em decorrência do grande contingente de indivíduos que saía do campo", diz.

 

Segundo Cassanta, a urbanização desenfreada provocou um "inchaço urbano" e problemas de moradia, transportes e precarização das relações de trabalho, entre outros. "Tudo isso torna a vida nas cidades mais complicada e cada vez mais difícil."

 

Assista à aula e responda às questões propostas.

 

Veja a primeira e a segunda aula da série sobre geografia

 

 

1) (PUC-RJ/2010) Há diversas interpretações sobre as melhorias das condições de vida frente a alguns dados populacionais. Todavia, a conclusão adequada para o indicador demográfico apresentado na charge é a de que ele:

(A) atrapalha as políticas sociais de Estado por ser um dado estatístico.

(B) desconsidera as condições ambientais em que as pessoas vivem.

(C) sugere, apenas, melhorias nas condições de vida devido à imprecisão dos dados.

(D) oculta os interesses particulares de agentes econômicos internacionais.

(E) reduz a mobilização social contra os problemas de saúde dos mais pobres.

 

2) (PUC-RJ/2010) O Índice de Exclusão Social, criado em 2002, sintetiza a situação de cada município brasileiro no que se refere à renda familiar, taxa de emprego, desigualdade de renda, taxa de alfabetização e de escolarização, porcentagem de jovens e número de homicídios. Entre as regiões brasileiras, foi identificada uma grande desigualdade: o Norte e o Nordeste são caracterizados como “selvas de exclusão”, enquanto o Centro Sul abriga os “acampamentos de inclusão” e “novas formas de exclusão social”.

 

Essas novas formas de exclusão encontradas no Centro Sul, típicas das grandes cidades, podem ser identificadas, principalmente, por:

 

(A) inserção precária no mercado de trabalho, violência urbana, segregação socioespacial.

(B) baixos níveis de renda, precária escolarização e elevadas taxas de migração campo-cidade.

(C) reduzidos graus de consumo, limitada oferta de bens culturais e desestruturação do emprego formal.

(D) elevação das taxas de mortalidade, evasão de pessoal qualificado e redução da desigualdade.

(E) ingresso da mulher no mercado de trabalho, redução da renda da classe média, segregação racial.

 

3) O acelerado crescimento urbano, verificado na segunda metade do século XX no Brasil, favoreceu o desenvolvimento de conurbações de grandes cidades brasileiras, o que provocou a necessidade de efetivação de um planejamento integrado que facilitasse a solução de problemas comuns, relacionados à infraestrutura, aos serviços públicos e aos transportes. Na década de 1970, essa realidade levou o governo a adotar:

 

(A) investimentos na melhoria das condições de higiene e saúde para atender ao aumento da demanda por esses serviços.

(B) a definição das regiões metropolitanas para a administração dos setores de interesses comuns para as cidades conurbadas.

(C) uma política de redução da arrecadação de tributos por habitante em decorrência do aumento da população.

(D) a desapropriação de áreas periféricas, visando criar um novo modelo urbano planejado e eficiente.

(E) estímulos à fixação do homem no campo por meio da reforma agrária, que assegurava a terra para a produção de subsistência.

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