Epitácio Pessoa/Estadão
Epitácio Pessoa/Estadão

Reunião entre Secretaria de Educação e professor em greve termina sem acordo

Sindicato convocou manifestação no vão livre do Masp para esta sexta-feira, dia 26, às 14h

Bárbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

25 Abril 2013 | 16h49

O Secretário Estadual da Educação, Herman Voorwald, e representantes do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) se reuniram nesta quinta-feira (25) para debater, entre outras reivindicações, o aumento salarial da categoria que encontra-se em estado de greve desde o início da semana. Ao final do encontro, no entanto, as partes não conseguiram chegar a um consenso.

Segundo a Apeoesp - principal entidade da classe, que conta com mais de 180 mil professores afiliados -, diante da falta de acordo, a greve dos docentes se estenderá "por tempo indeterminado". Para esta quinta, às 14h, está prevista uma assembleia no vão livre do Masp, na Avenida Paulista. Em seguida, os professores planejam partir em passeata pela via.

A paralisação das atividades por parte dos docentes desde a última segunda-feira (22) coincidiu com o anúncio, antecipado pelo Estado, da ampliação do reajuste salarial deste ano, de 6% para 8,1%, a partir do dia 1º de julho. Com o aumento, o reajuste escalonado até 2014 passará de 42,2% para 45,1%.

Os sindicatos, no entanto, reclamam que essa política não "repôs perdas salariais anteriores". Entre as principais exigências da Apeoesp está o  reajuste de 36,74%.  Os professores pedem também uma reforma no plano de carreira, o fim do desconto de faltas e licenças médicas na aposentadoria e um aumento imediato de 13,5%.

"Isso sim é uma proposta de salário. O secretário fala de política salarial, mas em 2012 já era para a gente ter sentado, para ver perdas, mas a gente não sentou. É sempre o mesmo lero-lero", diz Maria Izabel Noronha, presidente da Apeoesp.

Para o secretario estadual de educação, Herman Voorwald, não há a possibilidade de conceder um aumento superior ao proposto. "Não é possível aumentar a proposta de reajuste", diz Voorwald.

O secretário ainda critica a forma como a greve foi conduzida e afirma que professores substitutos contratados desde março farão a reposição daqueles que aderirem à greve. "O orçamento do Estado é finito e tem de ser conduzido de forma responsável. No meu entendimento, política salarial significa recuperação do processo inflacionário, manutenção do poder de compra e ganho real em função da economia".

Segundo a Secretaria Estadual, a Apeoesp rejeitou proposta apresentada pelo secretário Voorwald de avaliar no segundo semestre a possibilidade, de acordo com as condições econômicas, de outro aumento salarial para os profissionais.

Paralisação

No 4º dia de greve dos professores, cerca de 35% dos docentes aderiram à paralisação, segundo a Apeoesp. O número é superior aos 25% de adesão no 1º dia e 30% na última terça-feira. A contabilidade do sindicato, no entanto, é divergente das posições diárias apresentadas pela Secretaria Estadual de Educação. Segundo a pasta, até agora menos de 10% dos professores deixaram de ir ao trabalho. Em média, 5% já o número de ausências regulares.

Outros dois sindicatos de representação da classe consultados pela reportagem, o Centro do Professorado Paulista (CPP) e a Udemo - dos diretores -, não aderiam à greve convocada pela Apeoesp.

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