Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Reposição de aulas perdidas será complexa, diz especialista

Professores da rede estadual de São Paulo decidiram nesta sexta-feira, 12, colocar fim à greve depois de 89 dias de paralisação

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

12 Junho 2015 | 20h55

A recuperação das aulas perdidas durante os três meses de greve será o maior desafio dos professores a partir de agora. Segundo especialistas, o processo será complexo e demorado.

“Com o fim da greve surge um grande dilema: como atenuar os impactos da paralisação no processo de ensino e aprendizagem? Em qualquer greve já é complicado, em uma muito longa surge a necessidade de organização de um processo de reposição”, afirma o professor Ocimar Munhoz Alavarse, da Faculdade de Educação da USP. 

“Não foi uma greve uniforme. Em cada escola, terá de ser feita a reposição de uma parte das aulas, porque tem professor que já deu suas aulas e outro que não deu. Será uma discussão não só por escola, mas também por ano escolar ou série e disciplina”, explica.

Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, diz que para evitar que estudantes fiquem sem aula é preciso um diálogo maior entre autoridades e docentes. “Claro que não é bom ter greve. É ruim para o trabalhador, é ruim para a criança, e o objetivo central da educação é a aprendizagem dos alunos. Mas para isso é preciso ensino. Então, com base nos planos (de educação), é necessário pensar em um processo (de diálogo) que seja capaz de evitar as greves”, argumenta.

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