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Reorganização da rede estadual será discutida em 15 encontros

- Atualizado: 04 Março 2016 | 08h 26

Justiça ordenou explicações sobre projeto, que previa o fechamento de 94 escolas e causou mobilização estudantil em 2015

SÃO PAULO - A reorganização das escolas estaduais de São Paulo será rediscutida em 15 encontros regionais com estudantes no Estado. Serão feitas audiências públicas em diferentes cidades, em colégios e diretorias de ensino, para recolher a opinião dos alunos sobre a nova configuração da rede estadual A medida original, que previa o fechamento de 94 colégios e a transferência de 311 mil alunos, foi suspensa pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) em dezembro, após uma série de protestos e a ocupação de 196 escolas por alunos.

A nova estratégia da Secretaria Estadual da Educação tenta atender a uma demanda dos estudantes, que reclamaram da falta de diálogo durante a implementação da medida - argumento também usado pelo Ministério Público Estadual e pela Defensoria Pública na ação que barrou a reorganização na Justiça. A proposta, feita pelo então secretário da Educação Herman Voorwald, que deixou a pasta em dezembro, tinha como objetivo separar as unidades em ciclos únicos (anos iniciais, anos finais e ensino médio).

Veja rotina das escolas ocupadas em SP
SÉRGIO CASTRO/ESTADÃO
Reorganização

A Secretaria da Educação de São Paulo apresentou, em setembro, a reorganização de sua rede. A ação pretende reduzir o número de segmentos das escolas estaduais para que tenham ciclo único, ou seja, atendam os anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º), anos finais (6º ao 9º) e ensino médio separadamente. Veja alguns motivos que levam a pasta a ter dificuldades para convencer a população sobre os possíveis benefícios da medida. 

Os encontros, batizados de “A Escola que Queremos”, terão início no dia 10, em Bauru, no interior do Estado. Também estão previstas visitas às escolas que foram ocupadas no ano passado, mas a secretaria não confirmou quantas. A pasta tem dito que a ideia é discutir “caso a caso”. 

Justiça. A secretaria explicou ao Estado a iniciativa após questionamento do Tribunal de Justiça de São Paulo que, por decisão da juíza Carmen Cristina Fernandez Teijeiro e Oliveira, da 5.ª Vara da Fazenda Pública, determinou que a pasta “se manifestasse quanto à eventual manutenção do propósito de implementar o projeto de reorganização escolar”. 

A explicação foi causada por uma ordem estabelecida na ação de autoria do Ministério Público e da Defensoria, que teve início no ano passado. Nesse processo, a Apeoesp, maior sindicato de professores, apontou que o Estado estaria fechando 1,3 mil classes, informação não confirmada pela pasta.

Escola ocupada tem apresentação musical na zona norte da capital paulista 

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