Reitores se reúnem para decidir retomada de negociações

Categorias resolvem permanecer em greve; guerra de liminares sobre demissão de sindicalista agita USP

16 Junho 2009 | 09h02

A reabertura das negociações entre os grevistas e a administração das universidades estaduais (USP, Unesp e Unicamp) pode ocorrer nesta terça-feira, 16, após uma reunião do conselho dos reitores (Cruesp). Deve participar desse encontro um representante do Fórum das Seis, que reúne as entidades de classe das três instituições.   Veja também  Mobilização enfraquece reitora  Grevistas exigem fim de curso para professor   Na segunda-feira, 15, os professores da USP ligados ao sindicato dos docentes (Adusp) decidiram manter a greve iniciada no último dia 4. Eles pedem a saída da Polícia Militar do campus Butantã da USP, a renúncia da reitora Suely Vilela e a retomada das negociações. Uma assembleia em frente à Reitoria com cerca de 800 alunos, segundo o Díretório Central dos Estudantes, também decidiu pela continuidade do movimento.   Os grevistas devem se reunir em um ato nesta terça-feira, na Faculdade de Geografia, contra a repressão na universidade, do qual participarão os professores Antônio Candido e Marilena Chauí. Na quinta-feira, 18, farão uma passeata pelo Centro da cidade, saindo do MASP às 13 horas em direção à Faculdade de Direito do Largo São Francisco, pela avenida Brigadeiro Luis Antônio.   Dia agitado   Uma sequência de liminares da Justiça do Trabalho agitou a universidade na segunda-feira. Uma decisão da 26.ª Vara do Trabalho de São Paulo determinou a readmissão do sindicalista Claudionor Brandão, de 52 anos, demitido no ano passado dos quadros da USP. Uma das exigências do sindicato dos funcionários (Sintusp) para acabar com a greve é a readmissão de Brandão, que alega ter sido demitido por motivos políticos. A Reitoria recorreu e, no final da tarde, derrubou a liminar.   No mesmo dia, um manifesto assinado por 38 diretores de unidades defendeu a permanência da reitora, Suely Villela, no cargo. Não assinaram o manifestado apenas os diretores da Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e da Faculdade de Educação (FE).

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