Reitores das estaduais mantêm congelamento de salários

Reunião entre o Conselho de Reitores e o fórum de entidades sindicais terminou sem proposta nesta quarta-feira

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

16 Julho 2014 | 19h30

SÃO PAULO - A reunião entre o Conselho de Reitores das Universidades Estaduais Paulistas (Cruesp) e o fórum de entidades sindicais das instituições terminou mais uma vez sem proposta de reajuste para professores e funcionários nesta quarta-feira, 16. O aumento salarial, como havia sido decidido previamente pelos reitores, ficou fora da pauta do encontro.

Cerca de 80 funcionários das universidades fizeram vigília em frente ao prédio onde ocorreu a reunião, no centro da capital, na tarde desta quarta. Docentes, servidores e alunos estão em greve há mais de seis semanas contra o congelamento de salários proposto em maio pelo Cruesp. 

A justificativa dos reitores é a grave crise financeira das instituições. A situação da Universidade de São Paulo (USP), que gasta 105% das receitas com a folha de pagamento, foi o que mais influenciou a decisão. 

"Não houve qualquer mudança sobre a questão salarial", criticou César Minto, professor da USP e integrante da coordenação do fórum de entidades sindicais. "Também avançamos pouco nas outras pautas", disse. 

Os órgãos debateram nesta quarta questões relacionadas à permanência estudantil e a isonomia entre as instituições. O Cruesp sugeriu a formação de grupos de trabalho para debater os temas e aguarda a indicação de nomes do fórum para criar as comissões.

O conselho também já propôs o debate de pautas específicas de cada universidade, o que é criticado por funcionários e professores. Para as entidades sindicais, a fragmentação das discussões é uma estratégia para desmobilizar a greve e as demandas específicas devem ser tratadas somente após a negociação salarial. 

Em nota, o conselho reforçou que o dissídio será rediscutido somente a partir de setembro. A possibilidade de reajuste, já sinalizou o Cruesp, dependerá do comportamento da economia. As universidades estaduais recebem cota fixa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) paulista. 

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