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Universidade de São Paulo completa 80 anos

Reitor da USP explica plano de demissão voluntária

O Estado de S. Paulo

21 Agosto 2014 | 16h 22

Segundo Marco Antonio Zago, propostas ainda serão submetidas ao Conselho Universitário antes de serem implementadas

A reitoria da Universidade de São Paulo (USP) divulgou um vídeo em que o reitor da instituição, Marco Antonio Zago, explica as medidas apresentadas a diretores de unidades da USP na semana passada, que incluem um plano de demissão voluntária, repasse de dois hospitais universitários para o Estado, venda de bens da universidade e redução da jornada de trabalho de servidores técnico-administrativos com correspondente redução salarial.

Zago alegou que as medidas são "estruturais" e "saneadoras" e foram propostas para "restabelecer o equilíbrio financeiro da Universidade". Ele explicou que elas serão ainda submetidas ao Conselho Universitário e, se aprovadas, implementadas.

O objetivo das medidas, afirma Zago, é para "reduzir o comprometimento da universidade com a folha de pagamento e demais benefícios". "Esses compromissos são tão grandes que tendem a paralisar a universidade", afirmou ele.

O reitor afirmou que são esses compromissos que impedem a USP de fazer ajustes salariais. "Nossos gastos excessivos de planejamento têm duas causas principais: excesso de servidores técnico-administrativos e benefícios aos servidores muito acima da média dos valores dos docentes e dos servidores das outras duas universidades paulistas, Unesp e Unicamp."

A primeira medida a ser adotada pela reitoria, se o projeto for aprovado no Conselho Universitário, segundo Zago, será um plano de demissão voluntária (PDV). Ele afirma que dará incentivos para incentivar os funcionários a participarem do PDV. "Nesse programa a USP fará um investimento inicial de até R$ 400 milhões e espera obter uma redução da folha de salários e de benefícios da ordem de 6% a 7%."

O reitor afirmou no vídeo que a proposta de redução da jornada dos funcionários com correspondente redução salarial será destinada aos funcionários que quiserem trocar o regime de trabalho de 40 horas semanais para 30 ou 20 horas semanais.

Zago diz também que a proposta de transferência do Hospital Universitário e do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais da USP para a Secretaria estadual da Saúde foi feita porque "juntos, os dois hospitais consomem quase 10% de todo o orçamento da universidade". "Há abundante fundamentação técnica para esta medida, que já foi adotada há décadas para os dois maiores hospitais universitários, o Hospital das Clínicas de São Paulo e o Hospital das Clínicas de Ribeirão Preto", conta Zago.

Essa última medida enfrentou a crítica da comunidade acadêmica de que os hospitais perderiam a qualidade se repassados à secretaria de Estado. "A reitoria garantirá que os hospitais mantenham suas características de hospital público, hospital de ensino, de campo de pesquisa para as áreas da saúde e com gestão sob controle das unidades acadêmicas".

Uma terceira medida proposta, segundo Zago, é "alienar bens e imóveis para os quais não há no momento previsão de uso". "Os recursos obtidos com a venda desses terrenos, salas comerciais e escritórios poderão ser empregados em atividades acadêmicas, como a construção ou reforma de salas de aulas, laboratórios e anfiteatros", explica o reitor.

Para o reitor, a adoção dessas medidas proporcionará "um cenário econômico e financeiro mais favorável para a universidade em médio e longo prazos". "Desta forma, mesmo antes de se concretizarem os benefícios poderemos apresentar um plano de recuperação de salários que seja compatível com o novo panorama".

Sintusp. Em assembleia nesta quinta-feira, os funcionários contestaram a proposta da reitoria. Para Magno de Carvalho, diretor do Sindicato dos Funcionários da USP, as medidas vão causar o "sucateamento" da universidade e a demissão de 3 mil funcionários".

Já Claudionor Brandão, outro diretor do Sintusp, afirmou que a transferência dos hospitais "vai prejudicar os trabalhadores e a população". "Devemos convencer ou conscientizar cada trabalhador sobre a importância de permanência do Hospital Universitário na USP. Qualquer outro hospital da Secretaria Estadual da Saúde está em situação muito pior. Vinculá-lo à secretaria é sucateá-lo", afirmou durante a assembleia. 

 

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