Regras do Revalida para alunos de Medicina do Brasil devem sair na próxima semana

Obrigatório para formados no exterior que querem atuar no País, exame será feito por alunos brasileiros, ainda este ano, para testar ferramenta

Paulo Saldaña,

12 Julho 2013 | 17h24

O edital para o Exame Nacional de Diplomas Médicos (Revalida) para estudantes dos cursos de Medicina do Brasil deve ser lançado na semana que vem. A equipe do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) trabalha para terminar o documento que vai traçar as regras da prova na própria segunda-feira, dia 15, conforme apurou o Estado.

O Revalida é obrigatório para os médicos formados no exterior que querem atuar no País, mas a ideia do Inep, órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC), é aplicá-lo a alunos que estudam em instituições no País como forma de teste do instrumento. A prova deve ocorrer ainda em 2013 e não contará para a avaliação dos alunos, mas da prova.

O objetivo é entender se essa prova está adequada às diretrizes dos cursos de Medicina do Brasil. Criado em 2011, o exame teve índices de 90% e 91% de reprovação nos dois últimos anos.

Apesar de a participação de estudantes de instituições brasileiros ser voluntária, o MEC pretende contar com adesão significativa em todos os Estados do País. Farão a prova estudantes do último semestre de curso de faculdades públicas e privadas. 

O Revalida é anual e composto por duas etapas, ambas eliminatórias. Primeiro o candidato é submetido a uma prova teórica e, posteriormente, a uma avaliação prática das habilidades clínicas do profissional. Os alunos do Brasil, entretanto, só farão a primeira fase.

A novidade surge quatro dias depois de o governo federal anunciar o programa "Mais Médicos", com uma série de medidas para atender à demanda por profissionais no Sistema Único de Saúde (SUS). Entre elas, a decisão de aumentar de seis para oito anos o tempo de duração dos cursos de Medicina no Brasil, com obrigação de passagem pelo SUS, e a importação de médicos estrangeiros para atuação em cidades do interior e da periferia, sem a exigência de revalidação dos diplomas.

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