Rede municipal de ensino terá núcleos de apoio psicológico

Cada diretoria regional terá uma equipe multidisciplinar, com psicopedagogos, psicólogos, assistentes sociais e fonoaudiólogos

Rafael Italiani e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

18 Julho 2014 | 22h38

SÃO PAULO - A rede municipal de ensino de São Paulo terá 13 núcleos de apoio a aprendizagem, a partir do segundo semestre, para ajudar professores e alunos na solução de conflitos ou com dificuldades nos estudos. Cada diretoria regional terá uma equipe multidisciplinar, com psicopedagogos, psicólogos, assistentes sociais e fonoaudiólogos. 

A ideia é aproveitar profissionais da rede que também tenham formação nessas áreas. Após diagnóstico, alunos com problemas mais graves serão encaminhados ao serviço de saúde. “Também será uma ponte relacional com as famílias”, explicou o secretário municipal de Educação, Cesar Callegari.

Segundo a pasta, 40% dos atendimentos feitos pelos núcleos multidisciplinares das regionais são de alunos com problemas emocionais ou de aprendizagem, vulnerabilidade social ou comportamentos inadequados. O restante da demanda na rede é da educação especial.

Mediação. Já na rede estadual, o acompanhamento é feito por 3 mil professores mediadores, com dedicação exclusiva à função, que atuam dentro das escolas. Também há 15 polos externos no Estado com psicólogos, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais.

Em 2013, o governo estadual vetou projeto de lei (PL), aprovado na Assembleia Legislativa, que previa psicólogos, psicopedagogos e assistentes sociais nos quadros da Secretaria da Educação. Além de entraves constitucionais, o Executivo justificou que a demanda também pode ser atendida no Sistema Único de Saúde (SUS) e em conselhos tutelares. Tramita na Assembleia outro projeto que prevê psicólogos do SUS nos colégios.

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