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Educação

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Reajuste para professor vai depender da economia

Secretário ressalta que um ‘plano B’ seria unidades de ensino conseguirem reduzir o custeio, o que permitiria gratificação

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Paulo Saldaña,
O Estado de S. Paulo

13 Fevereiro 2016 | 17h50

SÃO PAULO - A possibilidade de haver aumento salarial para os professores da rede estadual neste ano vai depender do comportamento da economia, segundo o secretário estadual de Educação, José Renato Nalini. No ano passado, a categoria ficou sem reajuste, mesmo promovendo a maior greve da história, de três meses.

Segundo Nalini, o “plano B” seria conseguir economizar nos gastos de custeio e, nos colégios que conseguirem esses resultados, repassar os valores para o pessoal. Essa ideia, entretanto, dependeria da descentralização da gestão planejada pelo novo titular da pasta.

Nalini afirmou que “quer dar esperança para o professor” com relação ao tema da valorização docente. “Ano passado, o governo não conseguiu dar reajuste. Eu vou lutar bastante para o professor ser respeitado. Eu quero dar esperança, nunca diria que vai ser igual ao ano passado. Os prognósticos não são bons, mas trabalhamos com data-base de 1.º de julho. Há otimismo sobre a possibilidade de a economia tomar fôlego.”

São Paulo tem cerca de 230 mil professores. O piso salarial no Estado está congelado desde 2014. Um professor de ensino médio, com carga horária de 40 horas, recebe um piso de R$ 2.415,89. Entre 2011 e 2014, o Estado reajustou o salário em 45%. Excluindo incorporações de gratificações e a inflação do período, o aumento real sentido no bolso foi de 5,3% até 2014. No ano passado, a inflação oficial superou os 10%.

Gratificação. A gestão Geraldo Alckmin (PSDB) reduziu em 2016, pelo segundo ano consecutivo, a fatia da Educação no orçamento. Segundo Nalini, para não depender apenas da economia, a pasta precisaria cortar custeio, que hoje consome 35% do orçamento.

“Um plano B seria uma economia a partir dessa descentralização. Com essa economia, poderíamos migrar para pagamento de pessoal. Se as unidades pudessem reduzir os custos, poderíamos oferecer para a Secretaria de Planejamento para poder dar gratificação à unidade”, diz. 

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