DIDA SAMPAIO/ESTADAO
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Reajuste acima da inflação tem de ser justificado, diz ministro

Cid Gomes afirma que acompanhará a qualidade dos cursos do Fies; novas regras do programa devem ser anunciadas até quinta

Victor Martins, O Estado de S. Paulo

11 Fevereiro 2015 | 11h48

Atualizada às 22h25

BRASÍLIA - O governo deve anunciar nos próximos dias novas regras para a concessão de financiamentos pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O Ministério da Educação (MEC) vai passar a exigir desempenho dos cursos superiores que quiserem participar do programa, além de avaliar se eles correspondem à expectativa de emprego e salário dos estudantes. 

Faculdades que reajustaram as mensalidades com índices superiores à inflação também podem ser retiradas do Fies. O ministro da Educação, Cid Gomes, disse que, como o governo tem um custo com esses financiamentos, quer negociar esse nível de reajuste das faculdades. “Se alguém reajustar sua mensalidade acima da inflação, tem de ser justificado”, disse. “Nós temos de acompanhar esse processo. Isso não pode correr solto. Estamos tratando de recursos públicos. Qual foi a inflação no Brasil nos últimos seis meses?” 

Para Cid, é preciso que os cursos também ofereçam retorno aos estudantes em relação à expectativa de emprego e renda. “O futuro do Fies vai levar em consideração a qualidade dos cursos. Estamos financiando a oportunidade do ensino superior a esses jovens, não dando dinheiro”, afirmou. Segundo ele, o governo não quer “induzir os jovens a fazer cursos que não deem a eles nenhuma expectativa salarial”. 
De acordo com o ministro da Educação, novos critérios serão criados para que o financiamento seja liberado para cursos de qualidade e programas estratégicos para o País.
“Estamos fundando um processo de negociação com ofertadores (de cursos). Eles vão mandar qual é a sua capacidade”, disse, ressaltando que também serão contemplados os “cursos que são estratégicos para o futuro do Brasil”. O ministro listou Física, Química e Matemática entre os cursos que seriam importantes estrategicamente para o País. 
Para o futuro. Segundo Cid, o novo balizador não vai prejudicar as matrículas de quem já participa do Fies. “O ministério avalia os cursos. Nos de boa qualidade, os alunos que atendem aos requisitos serão contemplados”, disse.

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