Químicos brasileiros, padrão internacional

Professores universitários e cientistas de relevância mundial em nanotecnologia, química de produtos naturais e química verde

Carlos Lordelo, Estadão.edu

27 Junho 2011 | 22h48

Fernando Galembeck, professor da Unicamp, especialista em nanotecnologia

 

Aos 68 anos, Fernando Galembeck já depositou 18 patentes. Ganhou também diversos prêmios. O último foi concedido este mês, pela Sociedade Americana de Eletrostática. Galembeck chamou a atenção da comunidade científica internacional por sua pesquisa sobre cargas elétricas de pedaços nanométricos de borracha e plástico. Descobriu que, quando expostos a vapor d’água, esses materiais ficam eletrizados. “O desafio é transformar essa aplicação em um método competitivo de geração de energia”, diz. Este ano, vai se licenciar da Unicamp para assumir a direção do Laboratório Nacional de Nanotecnologia. (Foto: Antoninho Perri/Ascom-Unicamp)

 

 

Vanderlan Bolzani, professora da Unesp, especialista em química de produtos naturais

Vanderlan Bolzani, de 61 anos, será a única latino-americana a receber o prêmio da Sociedade Americana de Química, que será concedido em agosto a 23 mulheres com atuação destacada na ciência. Formada em Farmácia na Federal da Paraíba, fez pós em Química na USP, sob orientação de Otto Gottlieb – morto na semana passada, ele foi indicado ao Nobel em 1999 por suas pesquisas em química de produtos naturais. Mas o gosto de Vanderlan pela área vem desde os tempos de faculdade. “O Brasil tem uma biodiversidade incalculável, ainda completamente inexplorada. Precisamos aproveitar essa riqueza.” (Foto: Divulgação/Ascom-Unesp)

 

Jairton Dupont, professor da UFRGS, especialista em química verde

 

Escolhido um dos cem maiores químicos da década num mapeamento de produção científica da agência Thomson Reuters, o gaúcho Jairton Dupont, de 52, acumulou prêmios por suas pesquisas sobre líquidos iônicos. Sais orgânicos líquidos à temperatura ambiente que substituem solventes clássicos em reações, eles podem ser usados como lubrificante em brocas de perfuração de poços de petróleo ou em robôs enviados ao espaço. “Se somos a oitava economia do mundo e temos só um químico entre os top cem, algo está errado. Significa que não é resultado de uma política nacional, mas de alguma ilha de excelência.” (Foto: Filipe Araujo/AE)

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