Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

‘Queríamos mudança social e cultural’, diz criador do Catarse

Diego Boring, formado em 2012 pela FGV-SP, conta que começou a trabalhar no projeto quando ainda estava no º semestre do curso de Administração

O Estado de S.Paulo

23 Julho 2017 | 03h00

“A Catarse hoje é a principal plataforma de financiamento coletivo do Brasil, é um sucesso absoluto. Começamos a trabalhar nesse projeto em 2010, quando estávamos no 5.º semestre do curso de Administração da Fundação Getúlio Vargas (FGV). Na época, éramos cinco alunos com vontade de ter um negócio próprio. Fomos trabalhando várias ideias até chegarmos na proposta do site de financiamento coletivo, usando como referências modelos de fora do Brasil.

Na época não existia uma disciplina específica de empreendedorismo na faculdade, mas a FGV sempre nos estimulou a seguir em frente, com apoio e ajuda dos professores. Queríamos algo que fosse interessante e promovesse uma transformação social e cultural, por isso a nossa principal proposta era financiar projetos culturais. Víamos projetos bons sendo engavetados por falta de financiamento.

Quando formalizamos o modelo do site, éramos apenas dois: o Luís Otávio, meu sócio hoje, e eu. A plataforma entrou no ar em janeiro de 2011, com um investimento de menos de R$ 8 mil, que usamos basicamente para pagar um desenvolvedor do site e um advogado para fazer um contrato base. Não tivemos de fazer um megainvestimento. 

As campanhas aprovadas ficam no ar no máximo 60 dias. A gente define a meta, o empreendedor recebe o recurso e ficamos com uma comissão sobre o valor. Se não atingir a meta dentro do prazo, desenvolvemos uma ferramenta para devolver os valores aos doadores.

Hoje, seis anos depois, o Catarse já financiou mais de 4.500 projetos e arrecadou mais de R$ 60 milhões. Um projeto de grande sucesso foi o Mola, criado para profissionais de Arquitetura e Engenharia avaliarem o comportamento de estruturas. O empreendedor queria captar R$ 50 mil e alavancou R$ 600 mil em pouco mais de 30 dias. Depois, lançou o Mola 2, pediu R$ 350 mil e atingiu R$ 700 mil. É um case. Outro exemplo de sucesso foi um centro de oncologia ocular no Amazonas. Pediu R$ 26 mil para que os pacientes não tivessem de vir a São Paulo e arrecadou R$ 46 mil. E, assim, pretendemos continuar.”  /DEPOIMENTO DE DIEGO BORING A FERNANDA BASSETTE

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