Grupo Eficaz/Divulgação
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Pueri Domus distribui 170 tablets a alunos do ensino médio

'Foi-se o tempo de ficar lutando para enxergar mapa que costuma estar desatualizado', comemora diretora da escola

Marina Estarque, Especial para o Estadão.edu

31 Agosto 2011 | 13h56

Professora por mais de 20 anos, Rose Bernardi sempre usou muito a imaginação em sala de aula. A atual diretora-geral da escola Pueri Domus conta que era comum começar uma frase com: “Imaginem...”. “Quando o professor precisava que o aluno visualizasse ou interpretasse algum conceito, era esse o exercício. Agora, com a tecnologia, há outras formas de aprender conteúdos”, diz Rose.

 

Foi pensando nesses novos recursos que a direção do Pueri Domus organizou a distribuição de 170 tablets para alunos do primeiro ano do ensino médio nas Unidades Aldeia da Serra, Aruã, Itaim e Verbo Divino. A distribuição, iniciada nesta quarta-feira, 31, dá continuidade ao investimento do colégio em modernizações, com adoção de netbooks e lousas digitais.

 

“Não que a imaginação não vá mais ser estimulada, mas com esses mecanismos é possível complementar a educação e tornar mais rica essa experiência”, explica Rose. Isso não significa que os alunos, portando netbooks ou tablets, vão deixar de usar cadernos ou livros de papel, assegura a diretora.

 

Segundo a docente, os recursos tecnológicos são usados pelo colégio em atividades específicas e não em tempo integral: “O professor sugere um vídeo no YouTube, uma imagem, simulação e segue um roteiro de aula. Já temos muito conteúdo digital e interativo pronto para esse fim”.

 

Para aprender a fazer melhor uso desses materiais, os professores receberam os equipamentos com antecedência e passaram por treinamentos. Com a lousa digital e os tablets, os alunos podem acompanhar em suas telas o que está sendo exibido pelo professor.

MAPAS ATUALIZADOS

“Foi-se o tempo de ficar lutando para enxergar um mapa esticado na frente da sala e que costuma estar desatualizado”, brinca Rose. Ela conta que os professores do Pueri Domus passaram por um exercício de desapego do quadro-negro tradicional e da caligrafia. No entanto, a diretora diz que a adaptação foi rápida, assim como a dos estudantes.

 

Para evitar a dispersão dos alunos nas aulas, a escola controla a internet, e o acesso às redes sociais é vetado. “A distração sempre existe e não aumentou. Antes você queria que o aluno estivesse em uma página do livro e ele estava em outra. Agora ele estará em algum link que não é o proposto”, conclui Rose.

 

O objetivo da escola é tornar a sala de aula mais atraente e mais ligada à realidade dos alunos. “O conhecimento é cada vez mais imagético. Essa geração  aprende coisas pelo YouTube e a imagem é capaz de ensinar muito”, relata a diretora.

 

Rose argumenta que o formato de ensino atual está ultrapassado. “Mantemos a mesma técnica do professor expositor desde o século 16, agora estamos tentando mudar isso.”  

 

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