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PUC realiza assembleia geral na manhã desta quarta-feira, em frente à reitoria ocupada

Comunidade protesta contra a nomeação da 3.ª colocada em votação como reitora

Carlos Lordelo, do Estadão.edu,

14 Novembro 2012 | 09h27

Alunos, professores e funcionários da PUC-SP se reúnem na manhã desta quarta-feira, 14, em frente à reitoria da instituição, ocupada na noite desta terça por centenas de estudantes. A comunidade protesta contra a nomeação da professora Anna Maria Marques Cintra como nova reitora. Anna Maria ficou em terceiro lugar na eleição para o cargo, realizada em agosto.

"Em um ato que fere a democracia da universidade e tira cada vez mais a autonomia da comunidade acadêmica com a igreja católica (Fundação São Paulo), exigimos a retirada imediata de Anna Cintra como reitora e a homologação dos resultados das eleições", diz a comunidade por meio de um panfleto que tem sido distribuído aos presentes nesta manhã.

Para a professora Beatriz Abramides, da Associação dos Professores da PUC-SP (Apropuc), a escolha de Anna Cintra representa o fim da soberania e pode levar à proibição de docentes votarem para escolha de chefes de departamento. "Não vamos aceitar essa imposição. Basta de autoritarismo", gritou ao microfone.

Pelo menos 500 pessoas participam do ato. De acordo com os manifestantes, a greve deve continuar até que seja retirada a nomeação de Anna do cargo de reitora. Os estudantes afirmam ainda que o movimento é "unitário", uma vez que envolve alunos, professores e funcionários da instituição.

Uma professora que teve o direito à fala comparou manifestação na PUC à luta de trabalhadores em países europeus que enfrentam uma greve crise econômica. "Estamos juntos com os trabalhadores da Grécia, Espanha e Portugal na luta contra a opção autoritária de quem explora os trabalhadores e os jovens", comentou.

"Greve geral, fora cardeal", cantam os alunos da PUC-SP

 As regras para a escolha do reitor na PUC-SP preveem eleição em que alunos, funcionários e professores votam. Uma lista tríplice segue para o cardeal, que tem a prerrogativa de escolher um dos nomes. Tradicionalmente, o primeiro colocado é o escolhido.

Após o anúncio da nomeação de Anna Maria, os alunos convocaram uma assembleia no câmpus de Perdizes, zona oeste da capital, para definir o que seria feito. Por unanimidade, foi aprovada a greve dos estudantes e a ocupação da reitoria. Em seguida, eles empilharam carteiras no Pátio da Cruz, no prédio da reitoria, e em corredores da instituição.

 

 

*atualizado às 10h50

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