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Professores municipais aceitam proposta e suspendem greve

- Atualizado: 09 Março 2016 | 20h 22

Proposta prevê pagamento de uma parcela do reajuste do ano passado, de 3,74% e o reajuste deste ano de 7,6%, em 2 parcelas

Professores fizeram assembleia nesta quarta-feira na Prefeitura de São Paulo

Professores fizeram assembleia nesta quarta-feira na Prefeitura de São Paulo

SÃO PAULO - Os professores da rede municipal de São Paulo aprovaram a proposta de reajuste salarial da Prefeitura e terminaram a greve, cujo primeiro dia de paralisação foi esta quarta-feira, 9.

A proposta, da gestão Fernando Haddad (PT), aceita pela categoria prevê um reajuste de 7,57% para a categoria, servidores ativos e aposentados, que será pago em duas parcelas: uma em maio, de 3,85%, e a outra em agosto, de 3,65%. No mês de maio eles também recebem uma parcela do reajuste do ano passado, de 3,74%.

Para Cláudio Fonseca, presidente do sindicato da categoria, a mobilização dos professores foi determinante para uma rápida negociação. "O reajuste só poderia ser decidido e aprovado até o inicial de abril por causa da lei eleitoral, então era importante que tivéssemos uma rápida negociação". O reajuste depende de aprovação na Câmara Municipal.

Com o reajuste do piso salarial, por exemplo, o salário do professor em início de carreira com jornada de 40 horas/aula por semana passa de R$ 3.422,72 para R$ 3.550.

A Prefeitura também informou que vai antecipar metade do valor pago aos servidores, o Prêmio de Desenvolvimento da Educação, que pode chegar a R$ 2,6 mil. Segundo a Prefeitura, a proposta beneficia mais de 114 mil servidores.

A gestão Haddad também se comprometeu a não alterar o sistema previdenciário dos servidores da educação, o Sampaprev, neste ano. O tema será discutido. 

Manifestação. Os professores fizeram uma manifestação nesta quarta em frente à Prefeitura. Diretores do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem) se reuniram com representantes da Prefeitura, que apresentaram a proposta de negociação. 

Na última sexta-feira, 4, a categoria aprovou uma greve, alegando que a prefeitura não havia apresentado uma proposta de reajuste. Após a reunião com a prefeitura, os servidores votaram pela suspensão da paralisação. 

Os profissionais da educação reivindicavam que a Prefeitura cumprisse a lei com a aplicação do reajuste de 3,74% em maio. Eles também pediam adiantamento nos reajustes de 5,39%, 5% e 4,76%, previstos em lei para serem aplicados em novembro deste ano, maio de 2017 e maio de 2018, respectivamente, totalizando um reajuste acumulado de 20,26%. Pela negociação do sindicato, o pagamento dessas parcelas será mantida dentro do cronograma estabelecido anteriormente.

De acordo com Fonseca, nesta quarta-feira cerca de 55% das 1.500 escolas da rede municipal tiveram ao menos um professor que aderiu a greve.

Tatiane de Morais Silva, de 33 anos, professora do Ensino Fundamental 2 da Emef José Lins do Rêgo, em São Mateus, disse que a escola divulgou comunicados aos pais para informar sobre a greve. "Os pais entenderam a necessidade dessa greve, que não é só por salário, mas por melhoria em sala de aula também. Temos salas de 2º ano do Fundamental com 35 alunos, é um número muito alto para crianças que estão em fase de alfabetização", disse.

Para Claudia Dias, de 47 anos, professora do Ensino Fundamental 1 na Emef Senador Milton Campos, na Vila Isabel, apesar de a categoria ter aceito o reajuste, os professores ainda precisam lutar por melhorias na rede. "Na nossa escola tem salas com mais de 35 alunos, falta material e os professores acabam pagando do bolso. É desestimulante e frustrante trabalhar assim", disse ela.

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