Professores municipais de SP fecham viaduto do Chá e mantêm greve

Manifestação começou às 14 horas e reuniu cerca de 6 mil professores, segundo sindicatos

Davi Lira, O Estado de S. Paulo

21 Maio 2013 | 17h38

Professores da rede municipal de São Paulo bloquearam o viaduto do Chá, em frente à Prefeitura, no centro de São Paulo, desde às 14h desta terça-feira (21) e por volta das 17h seguiram em passeata em direção à Câmara dos Vereadores. Os docentes, ligados ao Sinpeem e à Aprofem - dois dos principais sindicatos da categoria -, votaram pela manutenção da greve iniciada dia 3 de maio.

Segundo as entidades sindicais, cerca de 6 mil professores participaram do ato. Enquanto os professores protestavam diante da Prefeitura, as liderenças de representação dos docentes se reuniram com os secretários de Educação e Relações Institucionais. Após duas horas de encontro, não houve acordo entre as partes.

Segundo os sindicalistas, a Prefeitura exige que os professores acabem a greve para negociar. O município teria apresentado proposta de mudanças na organização da educação infantil e tocado em outros temas, mas sem se referir à questão salarial.

"Não houve avanço. O governo apresentou um conjunto de medidas pontuais, mas não tratou do reajuste dos salários dos professores", afirma Cláudio Fonseca, presidente do Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem).

Segundo Fonseca, a Prefeitura vai descontar os dias de paralisação. "O Governo Haddad não está reconhecendo o direito à greve dos professores. Eles disseram que vão descontar os cerca de 20 dias de paralisação", diz.

A categoria exige aumento de 6,5% retroativo à maio de 2011, 4,65% retroativo à maio de 2012 e de 5,32% imediatos, referente à data base de maio de 2013. "O governo apresentou 0,01% para 2011, 0,83% para 2012 e 0,18% para 2013. Eles falaram que não poderiam assumir reajustes maiores diante das restrições orçamentárias", explica Fonseca.

Esses índices se somariam ao reajuste concedido hoje pela Câmara Municipal de São Paulo de 10,19% para os professores da rede.Além do aumento nos salários, os professores reivindicam melhores condições de trabalho, como diminuição do número de alunos por sala.

Outro lado

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação "reitera o compromisso de pagar aos professores, já neste mês de maio, aumento de 10,19% e mais 13,43% em maio de 2014".

Na manhã desta terça, durante entrevista, o secretário municipal de Educação de São Paulo, César Callegari, classificou a greve como uma "lástima", uma vez que a Prefeitura nunca teria deixado de dialogar.

ATUALIZADA ÀS 19H50

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.