ALEX SILVA/ESTADAO
ALEX SILVA/ESTADAO

Docentes de SP mantêm paralisação; greve é a mais longa da história

Minutos antes da votação, seguranças que trabalhariam para a Apeoesp entraram em confronto com os professores

Luiz Fernando Toledo, O Estado de S. Paulo

03 Junho 2015 | 16h42

Atualizada às 20h30

SÃO PAULO - Os professores da rede estadual em greve aprovaram a continuidade da paralisação, que a partir desta quinta-feira, 4, já pode ser considerada a maior da história da categoria no Estado de São Paulo, com 81 dias.

Os grevistas estavam divididos e foi preciso fazer duas votações para que se chegasse a uma conclusão. Os docentes em greve têm cortes nos salários por faltas desde maio.

Eles pedem reajuste salarial de 75,33%, para equiparação salarial a outras categorias de ensino superior, além de melhorias na infraestrutura das escolas. Até o momento o governo estadual nega falar em reajuste até julho, mas anunciou melhorias para professores temporários, como a inclusão no plano médico dos servidores públicos.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) diz que a paralisação é política e afirma que o número de faltosos na rede é de cerca de 4%. Questionado sobre o índice de reajuste, Alckmin apenas ressalta que o País está em ano de ajuste fiscal, mas que os docentes têm aumento real no salário anualmente desde 2011. 

Minutos antes da votação, seguranças que trabalhariam para o Sindicato dos Professores do Ensino do Estado de São Paulo (Apeoesp), que lidera a paralisação, entraram em confronto com professores em frente ao caminhão de som. 

Os manifestantes se irritaram com a presença de seguranças privados e pediram a saída do grupo. A gritos de "sai fora" da própria presidente do sindicato, Maria Izabel Noronha, os homens se dispersaram. Um professor foi atingido durante a briga e saiu com o nariz sangrando. Ele se recusou a falar com a reportagem. 

A passeata dos grevistas teve início às 16h30, com cerca de 600 pessoas segundo a Polícia Militar. Eles interditaram totalmente a Avenida Paulista, sentido Consolação, se seguiram em direção à Praça da República, onde está a Secretaria Estadual de Educação. 

Duas barracas montadas no acompanhamento dos professores grevistas, em frente à Secretaria Estadual de Educação, pegaram fogo durante o protesto. Docentes afirmam que o incêndio foi proposital, mas não sabem apontar o autor.

Ainda nesta quarta, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) rejeitou recurso do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) que tentava reverter a decisão de corte de ponto dos docentes.

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