Professores indicam as falhas

Curso de magistério nos anos 70 era melhor que licenciatura atual, diz docente do Estado

Bruna Tiussu, Especial para O Estado de S. Paulo

08 Junho 2009 | 22h01

Para professores da rede pública, falta muito para que a qualidade da sua própria formação seja satisfatória. Selma Persini, professora do Estado, sublinha a deficiência dos cursos de Pedagogia. "Fiz o magistério nos anos 70 e foi muito bom, melhor até que várias faculdades de Pedagogia hoje."   Ela acredita que a prática não é mais prioridade nos cursos. "A gente preparava aulas de alfabetização, aprendíamos como dar uma aula de educação física e a lidar com os alunos", recorda.   O baixo salário também mereceu críticas. "Acho que 90% dos que trabalham comigo lecionam em duas escolas", diz Marlene de Andrade, professora nas redes estadual e municipal. Segundo ela, no Estado, não há perspectiva de melhora da renda. "Nosso salário é irrisório. E salário é a base de estímulo para as pessoas que queiram se aperfeiçoar, não é?"

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