Professores entregam contraproposta ao governo e pedem reabertura das negociações

Categoria abre mão de aumento e dá preferência à reestruturação da carreira

Estadão.edu, com informações da Agência Brasil,

24 Agosto 2012 | 12h34

Um grupo de representantes do Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) foi recebido na manhã desta sexta-feira, 24, no Palácio do Planalto, por funcionários da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Os professorres protocolaram uma contraproposta da categoria e pediram a reabertura das negociações, encerradas desde o dia 3 de agosto pelo governo, que assinou acordo com o Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior (Proifes), entidade que representa a minoria dos docentes. As entidades de classe que reúnem a maioria, o Andes-SN e o Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (Sinasefe), rejeitaram a proposta governamental de reajuste de 20% a 40%.

Em nota publicada no portal do MEC, o governo reafirmou que a proposta se mantém e que as negociações não serão abertas. De acordo com o ministério, as entidades sindicais que não assinaram o acordo podem fazê-lo a qualquer momento. O MEC afirma ainda já ter encaminhado ao Ministério do Planejamento o orçamento com a proposta negociada. "Não há possibilidade de reabertura de negociações ou de análise de qualquer outra contraproposta que altere o acordo já assinado", ressalta o comunidado.

Nesta quinta, 23, a presidente do Andes-SN, Marinalva de Oliveira, também esteve no Ministério do Planejamento para protocolar a contraproposta e informou, na ocasião, que a categoria abre mão de aumento e dá preferência à reestruturação da carreira.

No MEC, a atitude de Marinalva foi vista como "intempestiva". Segundo a pasta, a proposta do Andes custaria R$ 10 bilhões aos cofres públicos e não privilegia a titulação e a dedicação exclusiva, pontos considerados inegociáveis pelo governo.

* atualizado às 13h15

Mais conteúdo sobre:
greve Andes negociação

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.