Professores da USP devem ficar parados até o próximo dia 22

Paralisados há 109 dias, docentes devem permanecer em greve até a semana seguinte à reunião com a reitoria

Luiz Fernando Toledo e Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

11 Setembro 2014 | 22h51

Professores da Universidade de São Paulo (USP), parados há 109 dias, decidiram na noite de ontem manter a greve da categoria. Após a proposta de reajuste de 5,2% feita pelos reitores, docentes e funcionários aguardam a definição sobre o pagamento do abono de 28,6%. A reitoria só vai se posicionar sobre o tema no Conselho Universitário (CO), na terça-feira.

O abono foi proposto pela Justiça do Trabalho para cobrir as perdas salariais desde maio, quando começou a negociação do dissídio.

Os professores também planejam fazer um ato na frente do prédio onde ocorrerá o encontro do CO para pressionar a reitoria. De acordo com o comunicado da Associação dos Docentes da USP (Adusp), a categoria deve manter a paralisação até pelo menos o dia 22, segunda-feira seguinte à reunião. Na próxima quarta-feira, também está marcada nova audiência de conciliação no Tribunal Regional do Trabalho (TRT).

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) já aprovaram o abono no dia seguinte ao encontro. Na última audiência, o desembargador Davi Furtado Meirelles considerou que a decisão de adiar a resposta sobre a compensação para a próxima semana foi um “desgaste”.

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